A cada 13 dias, uma colisão entre aeronave e pássaro é registrada no aeroporto de Ribeirão
Pelo menos 159 colisões de aeronaves com aves foram registradas no aeroporto Leite Lopes desde 2011, segundo dados do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). Apesar de nenhum acidente grave ter sido registrado, a situação preocupa, pois a presença das aves aumenta o risco de acidentes e causa prejuízos às companhias aéreas.
Riscos e Prejuízos
O aumento no número de colisões nos últimos quatro anos, com uma média de uma ocorrência a cada 13 dias, é alarmante. Três em cada quatro colisões ocorreram durante pousos e decolagens. Entre as aves envolvidas, 23 colisões foram com urubus e carcarás, atraídos por restos de animais e acúmulo de lixo. O professor de Engenharia Aeronáutica da USP, James Waterhouse, destaca que a presença de lixo próximo ao aeroporto é uma grande irresponsabilidade e omissão do poder público, pois atrai aves.
Impactos e Prevenção
Embora em 96% dos casos não tenha havido efeitos no voo, em seis situações houve necessidade de abortar decolagens ou realizar pousos de precaução. O professor Waterhouse alerta para os riscos de danos à aeronave, que podem variar de acordo com o tamanho da ave e o local do impacto. A entrada de uma ave em um motor, por exemplo, pode causar um acidente grave. O Cenipa estima que apenas metade das ocorrências no país são notificadas, o que sugere que o número de incidentes em Ribeirão Preto pode ser ainda maior. A solução, segundo o especialista, é atacar a fonte do problema: o acúmulo de lixo e outros atrativos para as aves no entorno do aeroporto. A população e o poder público têm responsabilidade compartilhada na prevenção.
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Além das colisões, foram registrados 52 avistamentos de aves e 18 quase colisões no aeroporto Leite Lopes desde 2011. Em sete casos, houve desestabilização da aeronave na aproximação, mesmo sem danos. A prevenção é crucial, exigindo cuidado com o acúmulo de lixo, a presença de pequenos animais e a construção de edificações próximas ao aeroporto. A seriedade do problema demanda ações efetivas para garantir a segurança das operações aéreas.



