Censo do IBGE aponta que 1,2% da população brasileira é autista
O recente censo do IBGE revelou que quase 2,5 milhões de brasileiros apresentam Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esta é a primeira vez que o censo aborda essa questão, levantando importantes discussões sobre o aumento dos casos e as formas de acolhimento e diagnóstico.
Critérios Diagnósticos Aprimorados
Uma das principais razões para o aumento no número de diagnósticos de TEA é a melhoria dos critérios diagnósticos. Antigamente, apenas os casos mais graves eram identificados, enquanto hoje, com critérios mais precisos, é possível diagnosticar indivíduos com menor comprometimento intelectual e de comunicação. Essa evolução permite uma intervenção precoce e mais eficaz.
Fatores Genéticos e Idade dos Pais
A genética desempenha um papel crucial no desenvolvimento do TEA. Estudos apontam para a existência de centenas de genes que podem influenciar o surgimento do transtorno. Além disso, a idade dos pais no momento da concepção também pode ser um fator contribuinte. Casais que têm filhos em idade mais avançada apresentam um risco ligeiramente maior de distúrbios genéticos, incluindo o TEA.
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Influência de Poluentes Ambientais
Outra teoria em discussão é a influência de poluentes atmosféricos e substâncias químicas às quais as mães são expostas durante a gravidez. Embora essa relação ainda esteja sendo estudada, alguns pesquisadores sugerem que a exposição a certos poluentes pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento do TEA. É importante ressaltar que essa teoria não exclui as outras explicações, mas sim complementa o entendimento sobre as causas do transtorno.
O diagnóstico precoce e o encaminhamento para estimulação são cruciais para o desenvolvimento de crianças com TEA. A aplicação de questionários como o M-CHAT aos 18 meses de idade é uma ferramenta importante para identificar precocemente possíveis casos e iniciar o acompanhamento adequado. Sinais como a ausência de sorriso em resposta a estímulos após os quatro ou cinco meses de idade também devem ser observados com atenção.
A combinação de critérios diagnósticos mais precisos, fatores genéticos, idade dos pais e a possível influência de poluentes ambientais contribui para o aumento no número de casos de TEA observados atualmente. A conscientização e o acesso a informações são fundamentais para garantir o acolhimento e o suporte adequados às pessoas com TEA e suas famílias.