São mais de 30 imóveis para alugar na via que é patrimônio cultural de Ribeirão Preto; comerciantes reclamam da falta de cuidado
A avenida Nove de Julho, patrimônio cultural de Ribeirão Preto, enfrenta um processo de esvaziamento comercial, com diversos imóveis vagos e a necessidade urgente de revitalização.
Decomposição de um Patrimônio
Com mais de 30 imóveis comerciais disponíveis para locação, a avenida Nove de Julho apresenta sinais claros de abandono. Lojas que resistem reclamam da falta de manutenção em calçadas, canteiros centrais e asfalto, deteriorando a infraestrutura de um local histórico. O historiador Sérgio Campos destaca a importância histórica da avenida, lembrando seu passado como endereço de mansões da elite e, posteriormente, de importantes bancos nacionais e internacionais. A preservação do patrimônio, segundo ele, exige a manutenção tanto por parte do poder público quanto da iniciativa privada.
O Declínio do Comércio e as Causas
O delegado regional do CRECI, José Augusto Gardim, aponta para um conjunto de fatores que contribuem para o declínio comercial da região. Além da deterioração da infraestrutura, que inclui problemas no asfalto e calçadas, há a mudança no comportamento do consumidor, que migra para outras áreas comerciais da cidade. A arquiteta e urbanista Vera Milorini reforça a necessidade de revitalização, não apenas para beneficiar comerciantes e moradores, mas também para preservar um importante capítulo da história de Ribeirão Preto. A falta de incentivos para que os comércios permaneçam na região também é um fator crítico.
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Um Futuro Incerto
A Secretaria Municipal de Obras de Ribeirão Preto confirmou que a avenida Nove de Julho passará por restauração, incluindo o canteiro central e o asfalto. No entanto, não há data definida para o início das obras, nem informações sobre políticas de incentivo aos comerciantes. A revitalização da área é fundamental para atrair novos negócios e recuperar o brilho de um importante espaço histórico da cidade. A falta de manutenção e de planejamento estratégico para a região, contudo, coloca em risco a preservação de um patrimônio cultural valioso.



