Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com César Caparelli
A Central de Flagrantes de Ribeirão Preto completa um ano de funcionamento com o objetivo de agilizar o atendimento à população, concentrando as ocorrências e os flagrantes em um único local. No entanto, apesar da promessa de eficiência, a unidade ainda enfrenta reclamações sobre longas filas e tempo de espera.
O Balanço de um Ano: Agilidade Prometida vs. Realidade
Segundo dados da própria polícia, a média de espera na Central é de 46 minutos para atendimentos convencionais, e de uma hora e dez minutos para policiais militares registrarem ocorrências. Essa demora contrasta com a proposta inicial de agilizar o serviço, levantando questionamentos sobre a efetividade da centralização.
A Visão da Polícia: Avanços e Desafios
O delegado João Osinski Jr., diretor do Departamento da Polícia Judiciária do Interior, avalia positivamente o primeiro ano da Central, destacando o desafogamento dos distritos policiais e a facilidade de acesso para a população. Ele reconhece as falhas e o tempo de espera, mas garante que a polícia está trabalhando para aperfeiçoar o atendimento. Medidas como a distribuição de senhas com horários e a priorização do atendimento à Polícia Militar estão sendo implementadas.
Fatores que Influenciam a Demora
Osinski Jr. aponta diversos fatores que contribuem para a demora, como o grande fluxo de pessoas em horários de pico, a ocorrência de vários flagrantes simultâneos e problemas técnicos nos sistemas eletrônicos. Ele também ressalta a importância da conscientização da população sobre o registro eletrônico de ocorrências, disponível pela internet.
Apesar dos desafios, a Central de Flagrantes representa um avanço na organização do sistema policial, oferecendo um ponto centralizado para o registro de ocorrências e o atendimento à população. O foco atrásra é aprimorar o atendimento, motivar os funcionários e superar os obstáculos que ainda persistem.



