Pássaros foram tratados e recuperados antes de serem devolvidos à natureza; responsável pelo Cetras, Alexandre Gouvea, explica
O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras) de Morro Grande, em São Paulo, realizou a soltura de 32 animais na manhã de hoje. A ação, chamada de ‘refalnação’, marca a reintrodução de animais silvestres à natureza após recuperação.
Animais devolvidos à natureza
Entre os animais soltos estavam 30 aves (maritacas, bentivis, gaviões-caracará, urubus, curiangos e urutaus) e dois saguis. Alexandre Gouveia, zootecnista e coordenador do trabalho, destacou a importância da devolução desses animais para o equilíbrio do ecossistema, atuando como “jardineiros da floresta”.
Situações de resgate
Os animais chegam ao Cetras em diversas situações: munícipes preocupados com filhotes caídos do ninho, animais vítimas de atropelamentos (em vidros de carros e prédios), e animais resgatados por bombeiros e polícia ambiental, muitas vezes vítimas do tráfico. Em 2022, o Cetras recebeu 1241 animais, e somente em janeiro de 2023, foram 135. As queimadas de 2022 também contribuíram significativamente para o aumento de animais resgatados.
Recuperação e desafios
O Cetras consegue reabilitar e devolver à natureza cerca de 60% dos animais que recebe. Animais que não podem ser reintegrados, como a onça Rita, resgatada ainda filhote e criada em cativeiro, permanecem em instituições como zoológicos. A equipe do Cetras atua como “pais” para os animais, fornecendo alimentação e cuidados até que possam retornar ao seu habitat natural.



