Referência no Estado de São Paulo, local precisa ser ampliado; apenas animais em situação de risco estão sendo atendidos
O Centro de Reabilitação de Araras (CRAS), referência no estado, enfrenta um grande desafio: a superlotação. Com capacidade excedida, o centro recebe apenas animais vítimas de maus-tratos, deixando de lado aqueles encontrados em situação de saúde estável.
A realidade do CRAS
A veterinária Fernanda Satter explica que a superpopulação nos viveiros causa estresse nas aves, afetando seu bem-estar. “Na natureza, elas têm espaço; aqui, com tantos animais juntos, o estresse leva a brigas e conflitos”, afirma. Recentemente, o CRAS recebeu 12 aves apreendidas pela polícia ambiental, incluindo araras vermelhas, tucanos e papagaios, vítimas do tráfico de animais.
O tráfico de animais e a necessidade de ampliação
Fernanda destaca a gravidade do tráfico de animais, o terceiro maior comércio ilegal do mundo, perdendo apenas para o tráfico de armas e drogas. Estima-se que 90% dos animais traficados morrem. Para continuar o trabalho de reabilitação e acolhimento de novas aves, o CRAS precisa de ampliação. A Secretaria de Serviços Públicos de Araras, através do secretário Carlos Serre Jr., afirma estar elaborando um plano de ampliação para apresentar ao prefeito.
Um futuro incerto
Apesar da necessidade evidente, a prefeitura ainda não definiu o prazo para a reforma. O CRAS, inaugurado há três anos, recebeu 189 aves no primeiro ano, 409 no segundo e já 133 neste ano, além daqueles que permanecem em reabilitação. A ampliação é crucial para garantir a continuidade do trabalho essencial realizado pelo centro em prol da fauna local.



