Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Reger Sena
A fase regional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) será realizada em São Carlos, reunindo alunos de escolas públicas e privadas da região. O evento promete desafiar os participantes a demonstrarem suas habilidades em programação e robótica, com o objetivo de incentivar o interesse por áreas de tecnologia e ciência.
Desafios da Competição
A competição contará com 99 equipes inscritas, totalizando mais de 360 alunos. Cada equipe, composta por até quatro membros, enfrentará três rodadas de desafios com níveis de dificuldade crescente: fácil, médio e difícil. No nível mais simples, o robô deve ser programado para atingir um ponto específico, desviando de obstáculos. Já no nível mais elevado, o robô precisa identificar um alvo como uma “vítima”, resgatá-la e transportá-la para outra posição, superando diversos obstáculos no percurso.
Preparação e Habilidades Exigidas
Os alunos devem estar preparados para lidar com diferentes condições, como variações na luminosidade e obstáculos em locais inesperados. Segundo Roseli Rumeiro, professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP São Carlos, os participantes são responsáveis por todo o processo, desde a montagem do robô até a programação. A robótica autônoma é um ponto crucial, exigindo que o robô interaja de forma independente. A competição preza pela originalidade, com regras que impedem a troca de informações entre as equipes.
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Importância da Olimpíada e Próximos Eventos
Para a professora Roseli Rumeiro, a realização da OBR é um marco importante, resultado de mais de 10 anos de trabalho na área de robótica dentro da universidade. Um dos objetivos é democratizar o acesso à robótica, levando-a para escolas de ensino fundamental e médio. A escolha de São Carlos como sede não é por acaso: a cidade sediará também eventos nacionais e a competição latino-americana de robótica. Alunos de graduação e pós-graduação atuarão como voluntários, oferecendo suporte técnico durante a competição. O julgamento dos trabalhos será feito por juízes qualificados, incluindo professores da Unicamp e da UFSCar.
A iniciativa busca estimular o desenvolvimento de habilidades em áreas como programação e raciocínio lógico, além de motivar os jovens a explorarem o universo da tecnologia e da ciência.



