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Centros de pesquisas que desenvolvem novas vacinas contra a Covid-19 em Ribeirão sofrem com a falta de voluntários

Vacinação adiantada no estado dificultou a busca por pessoas que estejam aptas à participar dos testes
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Vacinação adiantada no estado dificultou a busca por pessoas que estejam aptas à participar dos testes

Vacinação adiantada no estado dificultou a busca por pessoas que estejam aptas à participar dos testes

Os centros de pesquisa em Ribeirão Preto que desenvolvem vacinas enfrentam a dificuldade de encontrar voluntários para os testes. Com o avanço da vacinação em massa no estado, a procura diminuiu significativamente.

Desafios na Busca por Voluntários

Em locais como o Hospital das Clínicas, onde a ButanVac está em testes, a baixa adesão de voluntários preocupa os pesquisadores, atrasando o andamento das etapas da pesquisa. A equipe do Imocentros também enfrenta o mesmo problema, com a vacinação em larga escala sendo apontada como um dos principais motivos para a falta de participantes.

Necessidade de Voluntários Não Vacinados

O médico Leonardo Marques Novo explica a importância de voluntários que não receberam nenhuma dose da vacina contra a Covid-19 para garantir a precisão dos resultados. A pesquisa precisa comparar a resposta imunológica entre pessoas vacinadas e não vacinadas, e a inclusão de indivíduos já imunizados poderia gerar resultados imprecisos. Para a ButanVac, são necessários 400 voluntários com mais de 18 anos, sem comorbidades e sem contato prévio com a doença, sendo que até o momento apenas 200 foram recrutados. O estudo, inicialmente previsto para quatro meses, já acumula um atraso de três semanas.

Placebo e Garantias aos Participantes

Outro fator que impacta a adesão é o uso de placebo em 10% dos participantes. O receio de receber um placebo, em vez da vacina, é compreensível, mas o Dr. Marques esclarece que todos os voluntários que receberem o placebo serão vacinados ao final do estudo, garantindo a imunização de todos os participantes. Além da ButanVac, a Versa Muni, desenvolvida pela Farmacor em parceria com a USP, também está em fase de testes, com a possibilidade de estudos futuros sem o uso de placebo para agilizar o processo, devido à complexidade da situação atual e à disponibilidade de vacinas. A falta de insumos, como embalagens, também representa um desafio para o andamento dos testes.

Para participar dos estudos da ButanVac, os interessados devem entrar em contato com o Instituto Butantan pelo telefone (11) 2101-9389. A busca por voluntários em outros estados, como Minas Gerais, também é uma alternativa considerada pelos pesquisadores.

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