Médica integrativa, Jacqueline Sampaio, explica alguns dos casos e como a medicina atua para amenizar o problema
A infertilidade afeta cerca de 15% dos casais em idade fértil no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde de 2021. Para abordar esse tema, a médica integrativa Jacqueline Sampaio, especialista em infertilidade funcional, explicou a importância de preparar tanto a mulher quanto o homem para a gestação.
Importância da preparação do casal: Jacqueline destaca que a fertilidade funcional busca organizar o organismo do casal antes mesmo de tentarem engravidar, recomendando um preparo que pode começar até um ano antes da concepção. O acompanhamento inclui avaliação dos hábitos de vida, como alimentação, exercícios físicos, tabagismo e consumo de álcool.
Exames e avaliação integrativa: O processo inicia com exames laboratoriais para ambos, incluindo espermograma e ultrassonografia testicular para o homem, além da análise do ciclo menstrual e suplementação para a mulher. Caso sejam identificadas alterações, o casal pode ser encaminhado para especialistas, como orologistas, com foco funcional e na fertilidade.
Leia também
Fatores que influenciam a fertilidade
A médica ressalta que a infertilidade sempre tem uma causa, que pode ser inflamatória, hormonal ou relacionada a outros aspectos. O estresse e a qualidade do sono também são apontados como fatores que interferem na fertilidade, sendo o alinhamento do ciclo circadiano fundamental para a produção hormonal adequada.
Medicina integrativa e tratamentos: Jacqueline enfatiza que a medicina funcional integrativa envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo psicólogos e acupunturistas, para alinhar o organismo do casal. Esse preparo é importante mesmo para quem irá recorrer à reprodução assistida, como a fertilização in vitro, pois melhora a qualidade dos óvulos e espermatozoides, aumentando as chances de sucesso.
Entenda melhor
A fertilidade funcional propõe um acompanhamento personalizado e conjunto do casal, diferente do modelo tradicional que foca apenas na mulher. A adesão ao tratamento e a mudança de hábitos são essenciais para melhorar as chances de gravidez, evitando desgastes e custos elevados de tratamentos invasivos.



