Imunização em massa foi realizada no sábado (5); Diretora da Vigilância Epidemiológica do Estado, Tatiana Lang, faz um balanço
Sábado foi dia D para a aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 em pessoas com a imunização atrasada. Dados da semana anterior ao dia D apontavam um cenário preocupante: 2.846 pessoas em Barretos não haviam tomado a segunda dose da Coronavac, e 2.607 a segunda dose da Fiocruz. Em Franca, os números eram ainda mais altos: mais de 3.000 faltosos da segunda dose da Coronavac e 1.125 da vacina da Fiocruz. Em Ribeirão Preto, 8.517 pessoas não completaram a vacinação com a Coronavac, sendo 3.760 apenas com a segunda dose da vacina atrasada.
Dia D da Vacinação: Balanço e Implicações
Em entrevista ao Giro CBN, a diretora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado, Tatiana Lange, avaliou o dia D. Cerca de 26 mil pessoas receberam a segunda dose atrasada, um número que, embora expressivo, não atingiu a expectativa. Um ponto positivo foi a aplicação de 92 mil primeiras doses. A médica enfatizou a importância da segunda dose para a proteção completa contra a Covid-19 e orientou que quem ainda não tomou a segunda dose procure a unidade de saúde mais próxima.
Gestão de Vacinas e Doses Sobrantes
A entrevista abordou a questão do que acontece com as doses de vacina restantes após o fim do expediente. No Brasil, e especificamente em São Paulo, a estratégia varia de município para município. Alguns trabalham com agendamento, outros não. A orientação do governo estadual é que, em caso de sobras, as doses sejam aplicadas em pessoas dos grupos prioritários ainda não vacinadas, evitando o desperdício. A quantidade de doses por frasco varia de acordo com o imunizante (Butantan: 10 doses; Fiocruz: 5 ou 10 doses; Pfizer: 6 doses), e frascos abertos devem ser consumidos em até 6 horas.
Orientações Finais e Dúvidas da População
A entrevista finalizou com orientações à população sobre a busca pela segunda dose, mesmo sem agendamento prévio, desde que se pertença a um grupo prioritário. A médica esclareceu que não há prejuízo na eficácia da vacina se a segunda dose for aplicada após o prazo recomendado (28 dias para Coronavac e 3 meses para Fiocruz e Pfizer), mas a recomendação é que seja tomada o quanto antes. A meta do governo estadual é vacinar toda a população adulta até outubro, dependendo da disponibilidade de doses do Ministério da Saúde. Tatiana Lange também abordou as dúvidas mais comuns da população sobre a necessidade da segunda dose, a comprovação de comorbidades para priorização na vacinação e a conduta em casos de efeitos colaterais após a primeira dose. A médica reforçou a importância da continuidade das medidas de prevenção, como o uso de máscara e álcool em gel, mesmo após a vacinação, uma vez que a cobertura vacinal ainda é baixa.



