Sobre a BQ.1 e seus riscos, ouça a entrevista com o virologista do HC Benedito Antônio Lopes da Fonseca
O Hemocentro de Ribeirão Preto identificou a nova subvariante do coronavírus, CK211, pela primeira vez no Brasil. Anteriormente, essa subvariante da Ômicron só havia sido detectada na Europa.
Nova Subvariante e a Vigilância Molecular
Em parceria com o Instituto Butantan e o Instituto Centro, o Hemocentro realiza o sequenciamento genético de amostras positivas para monitorar as variantes em circulação. Esse processo, chamado vigilância molecular, ajuda a determinar a gravidade dos casos, considerando que variantes como a Gama (P1) estiveram associadas a um número elevado de casos graves. A CK211 é considerada uma subvariante mais recente da Ômicron, surgida a partir de mutações sucessivas.
Variante BQ.1 e sua Transmissibilidade
Além da CK211, a variante BQ.1 também foi confirmada em Ribeirão Preto, representando cerca de 30% das amostras analisadas. Essa variante se mostra altamente transmissível, o que pode explicar o aumento de casos na cidade. Apesar da alta transmissibilidade, a BQ.1 e outras variantes semelhantes tendem a causar doenças mais leves, principalmente em indivíduos sem comorbidades. Entretanto, em pessoas com doenças crônicas, pode haver risco de agravamento.
Leia também
Recomendações e Cenário Atual
Embora a CK211 tenha sido detectada em apenas um caso, com sintomas leves, a alta transmissibilidade da BQ.1 indica a necessidade de medidas preventivas. A vacinação continua sendo crucial, mesmo para aqueles que já receberam doses anteriores. A utilização de máscaras em ambientes fechados também é recomendada para reduzir o risco de contágio. Apesar da tendência a formas mais leves da doença, a vigilância e a prevenção são fundamentais para evitar novos surtos.


