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Cerca de 73 mil pessoas receberam ou vão receber diagnóstico de câncer de mama no Brasil em 2024

Outubro Rosa é o mês dedicado ao combate e conscientização sobre a doença; ouça o oncologista Diocésio Andrade
Receber diagnóstico de câncer de mama
Outubro Rosa é o mês dedicado ao combate e conscientização sobre a doença; ouça o oncologista Diocésio Andrade

Outubro Rosa é o mês dedicado ao combate e conscientização sobre a doença; ouça o oncologista Diocésio Andrade

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que, Receber diagnóstico de câncer de mama no Brasil em 2024, em 2024, serão registrados mais de 73 mil novos casos de câncer de mama no Brasil, o que torna a prevenção e o diagnóstico precoce essenciais para reduzir a mortalidade pela doença.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres brasileiras, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma, que são menos agressivos. A campanha Outubro Rosa, iniciada na década de 1990 nos Estados Unidos e adotada no Brasil a partir dos anos 2000, tem contribuído significativamente para a conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde mamária.

Importância do Outubro Rosa: Segundo o oncologista Dr. Diocésio Andrade, o Outubro Rosa é uma oportunidade anual para disseminar informações sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. A campanha ganhou força no Brasil com a iluminação de pontos turísticos em rosa, especialmente na cidade de São Paulo, e tem ajudado a manter o tema em evidência para o público feminino.

Diagnóstico precoce e prevenção secundária

O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura e evitar tratamentos mais agressivos, como a quimioterapia, que pode causar efeitos colaterais significativos. O câncer de mama é considerado um tipo de câncer que permite a prevenção secundária, ou seja, a detecção precoce por meio de exames de rotina.

A mamografia é o exame recomendado para a detecção precoce do câncer de mama. No Sistema Único de Saúde (SUS), a mamografia é oferecida a mulheres a partir dos 50 anos, com intervalo de dois anos entre os exames. Já na rede privada, as principais sociedades médicas brasileiras indicam a realização anual do exame a partir dos 40 anos.

Autoexame e acompanhamento médico: Além da mamografia, o autoexame das mamas é uma prática importante para que a mulher conheça seu corpo e possa identificar alterações precocemente. O autoexame deve ser realizado uma vez por mês, preferencialmente após o término do ciclo menstrual, quando as mamas estão menos sensíveis.

O autoexame não substitui a mamografia, pois este último pode detectar alterações não palpáveis, como microcalcificações. Caso a mulher perceba alguma alteração durante o autoexame, é fundamental procurar um médico para avaliação.

Dr. Andrade ressalta que sentir um caroço não significa necessariamente câncer, pois a glândula mamária pode apresentar nódulos benignos. No entanto, a orientação é buscar um ginecologista ou mastologista para avaliação detalhada e, se necessário, exames complementares, como ultrassonografia, que não utiliza radiação.

Consulta anual e cuidados contínuos

É recomendado que as mulheres realizem consultas anuais com ginecologistas para avaliação da saúde mamária e ginecológica. Essa rotina é essencial para a detecção precoce não só do câncer de mama, mas também de outras doenças ginecológicas.

O oncologista enfatiza que a atenção à saúde deve ser constante e não restrita ao período do Outubro Rosa. A campanha serve para ampliar o debate e a divulgação de informações, mas o cuidado deve ser mantido durante todo o ano.

Informações adicionais

O câncer de mama é uma doença que pode ser tratada com maior eficácia quando detectada precocemente. A mamografia e o autoexame são ferramentas complementares para essa detecção. A adesão às consultas médicas regulares e a atenção a mudanças no corpo são medidas fundamentais para a prevenção e o sucesso do tratamento.

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