Vice-presidente do Instituto Limite pede políticas públicas para acompanhamento social e médico desta população
Uma briga entre moradores de rua em Ribeirão Preto, que terminou com um homem jogado em um córrego, expôs a grave situação de vulnerabilidade social na cidade.
Agressão e repercussão
O vídeo da agressão, que mostra quatro homens arrastando e jogando outro em um córrego na Avenida Jerônimo Gonçalves, viralizou nas redes sociais. A vítima foi socorrida pelos bombeiros com dores nas costas. As imagens geraram indignação e reacenderam o debate sobre a questão dos moradores de rua na cidade.
Ação do poder público
O Instituto Limite, que atua em parceria com a Prefeitura de Ribeirão Preto, estima que a cidade tenha mais de mil moradores de rua. A organização intensificará o acolhimento, passando a oferecer o serviço 24 horas. A Câmara Municipal também criou uma comissão especial para discutir o problema, buscando um levantamento preciso da população em situação de rua e a implementação de políticas públicas mais eficazes. A Secretaria de Assistência Social afirma dispor de uma rede completa de atendimento, incluindo o Centro POP e casas de acolhimento, além de canais de contato como o telefone 161 e o WhatsApp (36100687).
Leia também
Necessidade de políticas públicas
Segundo Isaías Cruz de Oliveira, vice-presidente do Instituto Limite, a maioria dos moradores de rua necessita de acompanhamento médico, devido ao uso abusivo de álcool e drogas ou problemas de saúde mental. A comissão da Câmara Municipal pretende identificar a real dimensão do problema e propor soluções para melhorar a situação desses indivíduos, enfatizando a urgência de políticas públicas efetivas para garantir o atendimento adequado à população em situação de rua.