Inadimplência maior é com faturas de cartão de crédito; cerca de 260 mil estão com o nome negativado
Em Ribeirão Preto, o endividamento da população aumentou, atingindo três em cada dez moradores. O cartão de crédito lidera as causas, mas contas de água, energia elétrica e gás também contribuem significativamente para o problema.
As consequências do endividamento
José Carlos Mantovani, vendedor, relata sua experiência. Após uma mudança de emprego com redução salarial, manteve seu padrão de vida, sem controlar os gastos. “Você fica totalmente refém, é uma sensação muito ruim, uma impotência e você se sente mal”, desabafa. A busca por ajuda em projetos como o PED-MEIA da USP o ajudou a criar um plano para quitar suas dívidas. “A sensação de estar liquidando, de estar pagando uma conta é muito gratificante”, afirma.
Números alarmantes e a falta de controle financeiro
O cenário é preocupante: 260 mil pessoas em Ribeirão Preto estão com o nome sujo, cerca de 35% da população – um aumento de 7% em maio. Henrique Machado, estudante de economia da USP, destaca a falta de controle financeiro como um fator crucial. Muitos não acompanham seus gastos, mesmo sabendo quanto ganham. “Às vezes tá um cafezinho todo dia de manhã, toma, sai, e aí quando vê, anota, todo dia vai anotando, quando vê no final do mês, é uma quantia considerável do salário e tudo mais”, explica.
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A solução: organização e busca por ajuda
A solução, segundo os especialistas, passa pela organização financeira. Anotar os gastos diários ajuda a ter consciência do consumo e a identificar áreas para economizar. Para aqueles que se sentem sufocados pelas dívidas, buscar ajuda em instituições como o PED-MEIA da USP é fundamental. A combinação de organização pessoal e apoio externo se mostra eficaz no combate ao endividamento.



