Ouça a coluna ‘CBN Cerveja e Conteúdo’, com Taiga Cazarine
O mercado de cervejas artesanais brasileiras está em efervescência, com uma mudança significativa: a crescente adoção de latas como embalagem. Apesar da popularidade das garrafas, ainda há um debate sobre qual recipiente é o ideal para preservar o sabor e a qualidade da bebida.
Preconceitos com a lata de cerveja
Há um preconceito enraizado em relação às latas de cerveja no Brasil. Algumas pessoas mais velhas se lembram de épocas em que as latas eram feitas de materiais que podiam alterar o sabor da cerveja, ou mesmo enferrujar. Existiam também mitos sobre a carbonatação, com a crença de que a lata afetava esse processo. No entanto, essas preocupações são infundadas com as tecnologias atuais, onde a lata não interfere no sabor ou carbonatação.
Vantagens da lata
As latas oferecem vantagens significativas em relação às garrafas, principalmente na proteção contra a luz. A exposição à luz, seja solar ou artificial, pode afetar o sabor da cerveja. As latas oferecem uma barreira maior, preservando a bebida por mais tempo. Embora existam garrafas escuras que também oferecem proteção, as latas se mostram superiores nesse aspecto. Além disso, o processo de reciclagem de latas de alumínio é mais eficiente no Brasil, contribuindo para a sustentabilidade.
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Cervejarias que já adotaram latas e o futuro do mercado
Muitas microcervejarias brasileiras já abraçaram a lata como embalagem, incluindo nomes como Dózema, Landerl, Dade Van, Caraveli e Mistura Clássica. Uma tendência interessante é o surgimento do “growler”, um sistema em que a cerveja é enlatada na hora para o consumidor, garantindo frescor máximo. A adoção de latas é um sinal de modernização e de busca por qualidade no mercado cervejeiro nacional, e é provável que se torne ainda mais comum nos próximos anos.