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Cervejeiras e mini-mercados ganham espaço dentro dos condomínios

Espaços trazem mais comodidade aos moradores; Márcio Spimpolo explica se a prática é legal no 'Condomínio Legal'
Cervejeiras e mini
Espaços trazem mais comodidade aos moradores; Márcio Spimpolo explica se a prática é legal no 'Condomínio Legal'

Espaços trazem mais comodidade aos moradores; Márcio Spimpolo explica se a prática é legal no ‘Condomínio Legal’

Moradores de condomínios vêm ganhando acesso crescente a pequenas conveniências dentro das áreas comuns, como geladeiras com bebidas e mini mercados itinerantes. O serviço, que se popularizou durante a pandemia, é uma aposta de grandes marcas e startups para atender à demanda por praticidade e reduzir a necessidade de deslocamento até supermercados.

Origem e adesão das grandes marcas

Segundo o especialista em condomínios Márcio Espinpolo, muitas dessas iniciativas nascidas na pandemia surgiram para suprir a dificuldade de ir ao supermercado em períodos de restrição. «Começaram como startups que instalavam mercadinhos e cervejeiras em prédios; hoje cadeias como Carrefour, AmPm e Ambev já atuam no segmento», afirma. O modelo atrai moradores que preferem pagar um pouco a mais em troca de conveniência — pegar um molho, um tempero ou uma bebida sem sair do prédio.

Como funciona o acesso e os controles

As operações costumam ser tecnológicas: o usuário faz cadastro em um aplicativo, vincula cartão e libera o acesso por biometria, reconhecimento facial, digital ou QR code. A retirada do produto é registrada automaticamente. Para coibir o acesso de menores a bebidas alcoólicas, as empresas instalam câmeras que monitoram a área e processos de verificação na compra.

O papel do síndico e os cuidados jurídicos

Antes de fechar contrato, o síndico deve avaliar questões práticas e legais. Não é permitido substituir áreas comuns já em uso — como academia ou salão de festas — salvo se houver espaço subutilizado. É recomendada a aprovação em assembleia para que os condôminos opinem sobre o tipo de conveniência. Também é essencial checar a reputação do fornecedor, preços, controle de validade, reposição de estoque e condições comerciais.

Negociações sobre custos de energia, eventuais percentuais sobre vendas e responsabilidades contratuais variam entre empresas; alguns fornecedores pagam o consumo elétrico, outros oferecem repasses ao condomínio. Espinpolo ressalta a importância de submeter o contrato à análise de um advogado para verificar a conformidade com a convenção e a legislação interna do condomínio.

O fenômeno mostra que a busca por conveniência transforma o espaço coletivo dos condomínios, exigindo boa comunicação entre moradores, gestão transparente e contratos bem fundamentados para que a novidade se transforme em benefício concreto.

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