Laudo aponta uma combinação de substâncias lançadas irregularmente na rede de esgoto que resultou na liberação de cloramina
Tragédia ambiental em Pontão: Vazamento tóxico deixa uma morta e mais de 60 intoxicados
Vazamento e suas consequências
Um grave acidente ambiental ocorreu em outubro do ano passado em Pontão, resultando na morte de uma mulher, Alessandra Alves da Silva (39 anos), e na hospitalização de mais de 60 pessoas após um vazamento de substância tóxica em uma rua do bairro Campos Elíseos. As vítimas apresentavam sintomas de intoxicação.
Investigação e laudos
O Departamento de Química da USP coletou amostras no local, identificando a presença de epitano, substância que pode causar tonturas, vertigem e náuseas. A CETESB de Ribeirão Preto também investigou o caso, multando a empresa responsável, Bioclara Indústria Química, em R$ 68 mil. O gerente regional da CETESB, Otávio Ocano, explicou que a Bioclara trabalha com produtos químicos como amônia e hipoclorito, que podem ter reagido espontaneamente na rede de esgoto, formando cloramina, uma substância tóxica. O laudo necroscópico de Alessandra apontou intoxicação, mas não descartou a influência de outros fatores. A Polícia Civil, com base nos laudos da CETESB e outros 16 laudos periciais, investiga a possibilidade de responsabilização criminal da empresa pelo descarte irregular de produtos químicos.
Responsabilização e próximos passos
A investigação busca apurar se houve dolo por parte da Bioclara, o que poderia resultar em processo por crime ambiental, com pena de 1 a 5 anos para a empresa e seus responsáveis. A advogada da Bioclara, Maria Cláudia Seixas, afirma que a empresa já recebeu os laudos da CETESB e aguarda o desenrolar das investigações e da decisão da justiça. O caso permanece em aberto, com a expectativa de esclarecimentos sobre as responsabilidades pelo acidente e suas consequências.



