Áreas destinadas ao lixo em Cássia dos Coqueiros, Guaíra, Cristais Paulista e Taquaritinga ficaram com nota abaixo de sete
Quatro aterros na região de Ribeirão Preto foram considerados irregulares pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Aterros Irregulares e as Sanções
Guaíra, Cristais Paulista, Cárcia dos Coqueiros e Taquaritinga receberam divergências e multas por não atingirem a nota mínima de sete pontos no Índice de Qualidade de Aterros de Resíduos (IQR), avaliação realizada em setembro. A Cetesb aponta problemas como lixo a céu aberto, ausência de cobertura adequada e atuação de catadores em condições precárias. Se as irregularidades persistirem, os aterros podem ser interditados.
Impactos Ambientais e de Saúde
Em Cárcia dos Coqueiros e Taquaritinga, o lixo a céu aberto atrai urubus, causando riscos de acidentes e problemas de saúde pública. Em Taquaritinga, são 50 toneladas de lixo por dia dispostas de forma inadequada. A falta de estrutura adequada nos aterros afeta a saúde da população e o meio ambiente, causando contaminação do solo e do ar.
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Soluções e Alternativas
Algumas prefeituras já buscam soluções. Taquaritinga possui projeto aprovado e licença para um novo aterro sanitário. Cristais Paulista implantou a coleta seletiva e apresentou projetos à Cetesb. Guaíra afirma que sua nota atual está acima de sete, mas pretende fechar o aterro e buscar alternativas. A região conta com um aterro sanitário em Guatapará, que recebe lixo de 12 cidades, incluindo Ribeirão Preto, com tratamento adequado, geração de energia a partir do biogás e medidas para evitar o efeito estufa. Em cidades como Batatais e Barrinha, o lixo está sendo encaminhado para locais adequados após a interdição dos aterros locais.
A situação dos aterros irregulares demonstra a necessidade de investimentos em infraestrutura e gestão de resíduos sólidos, garantindo a saúde pública e a preservação ambiental. A busca por soluções eficientes e sustentáveis é crucial para evitar impactos negativos na região.



