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Chefe da GCM de Serrana registra boletim de ocorrência de injúria racial contra jornalista

Segundo a comandante, Carlos Pires teria feito uma postagem em rede social de um macaco segurando uma metralhadora voltado a ela
injúria racial
Segundo a comandante, Carlos Pires teria feito uma postagem em rede social de um macaco segurando uma metralhadora voltado a ela

Segundo a comandante, Carlos Pires teria feito uma postagem em rede social de um macaco segurando uma metralhadora voltado a ela

A comandante da Guarda Civil Municipal de Serrana, Rita de Cássia Silva de Oliveira, registrou boletim de ocorrência contra o jornalista Carlos Pires por injúria racial. A publicação em questão, feita no Facebook de Pires, continha um desenho de um macaco com metralhadora e a frase: “Nunca deu uma metralhadora nas mãos de um macaco, ou prepare-se para os estragos que certamente virão”. A imagem também incluía a frase: “Abra o zóio comandante, aqui nós acompanhamos esse fato também”.

Acusação de injúria racial e contexto

Oliveira afirma que a publicação é uma ofensa direta a ela e à instituição que representa, sendo o único cargo de comando na cidade com a designação “comandante”. Ela relata que este é o quarto boletim de ocorrência que registra contra o jornalista devido a postagens consideradas ofensivas, demonstrando a persistência de atos que considera racistas e preconceituosos. A comandante enfatiza a necessidade de justiça e a inadmissibilidade de injúria racial em qualquer contexto.

Resposta do jornalista e contra-alegações

Carlos Pires, por sua vez, afirma não ter sido ainda intimado pela Polícia Civil e alega que a denúncia serve para desviar o foco de irregularidades na Guarda Municipal que ele vem expondo. Ele nega que a publicação tenha sido direcionada à comandante e afirma que irá acionar a justiça. Pires apresentou como contraponto vídeos e fotos que mostram, segundo ele, irregularidades cometidas por guardas municipais, incluindo situações como guardas jogando motos em cima de crianças e parados em faixa de pedestre.

Apoio e repercussão

Marina Camargo, presidente da Comissão de Igualdade Racial da UAB, expressa preocupação com a publicação e destaca a importância de se denunciar casos de racismo, mesmo na internet, onde muitas vezes há a sensação de impunidade. Ela enfatiza o apoio a vítimas de preconceito e a necessidade de combater a cultura de impunidade em relação a esse tipo de crime. O caso demonstra a complexidade da questão racial no Brasil e a importância do debate sobre liberdade de expressão versus combate ao racismo.

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