Milhares de pessoas vivem em condições precárias na cidade; Larissa Melo traz detalhes das atividades da Assistência Social
Ribeirão Preto enfrenta o desafio de lidar com a população em situação de rua, um número que, segundo dados de 2020, era de 107 pessoas, mas que flutua constantemente devido à chegada de indivíduos de outras cidades em busca de ajuda. A Secretaria de Assistência Social, por meio do Departamento de Proteção Social, chefiado por Larissa Melo, acompanha de perto essa realidade e busca amparar essas pessoas oferecendo refeições, abrigo e cursos.
Desvendando as Causas da Situação de Rua
Larissa Melo destaca a complexidade do problema, explicando que a situação de rua é multifatorial. A desigualdade social extrema do Brasil, aliada à crise financeira, agrava a situação, impulsionando o aumento do número de pessoas em situação de rua. Outros fatores incluem o uso problemático de substâncias psicoativas, desemprego, falta de escolarização e a consequente dificuldade de inserção no mercado de trabalho. A pandemia também contribuiu para esse cenário.
Diversidade da População em Situação de Rua e Ações Integradas
A população em situação de rua é diversa. Há aqueles que pernoitam em espaços públicos, outros que residem em abrigos e recebem acompanhamento da assistência social, e ainda aqueles que utilizam as ruas para trabalhar informalmente, retornando a uma moradia, mesmo que precária. Há também os itinerantes e migrantes que buscam auxílio da Secretaria de Assistência Social. O atendimento é feito de forma integrada, envolvendo o Conselho Tutelar, Ministério Público e outras instâncias, dependendo do perfil da pessoa atendida (criança, adolescente ou adulto).
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O Serviço de Recâmbio e a Importância da Rede de Apoio
O serviço de recâmbio, disponível em muitos municípios, visa evitar que pessoas em situação de vulnerabilidade sejam simplesmente transferidas de um local para outro, sem a resolução de suas dificuldades. Antes de encaminhar alguém para outra cidade, são analisadas as necessidades da pessoa, a existência de vínculos no local de destino e a disponibilidade de rede de apoio assistencial. A abordagem é integral, envolvendo educação, cultura, saúde, assistência social, segurança pública e o sistema jurídico, para garantir uma maior possibilidade de reinserção social.



