Internações pelo novo coronavírus têm aumentado nas últimas duas semanas em Ribeirão Preto
As baixas temperaturas da última semana contribuíram para o aumento de doenças respiratórias em Ribeirão Preto e região, incluindo um crescimento considerável de casos de Covid-19. O portal leitocovid.org registra ocupação de 87,5% na UTI e 67,5% na enfermaria para Covid-19.
Aumento de Internações e Sinal de Alerta
Segundo o professor e pesquisador da Unesp, Vítor Ingrácio Valente, o aumento nas internações, embora não seja motivo de pânico, exige atenção. O crescimento coincide com a chegada de uma forte frente fria, levando as pessoas a se aglomerarem em ambientes fechados, favorecendo a disseminação de vírus respiratórios como influenza, rinovírus e adenovírus, além da Covid-19. Essa situação indica a necessidade de medidas preventivas, como o reforço do uso de máscaras em locais fechados e a ampliação da vacinação, incluindo a quarta dose para grupos abaixo de 60 anos.
Diferenciando os Sintomas
Um desafio adicional é a semelhança dos sintomas entre Covid-19, gripe e outras doenças respiratórias. Embora as variantes atuais de Omicron apresentem sintomas como dor de garganta e coloração esbranquiçada na garganta, a gripe costuma se manifestar com febre mais intensa. A dengue, por sua vez, é caracterizada por febre repentina e alta. Essa dificuldade em diferenciar os sintomas reforça a importância do acompanhamento médico e da prevenção.
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Prevenção e Vacinação: A Melhor Defesa
A vacinação é fundamental para controlar a disseminação dessas doenças. Estudos demonstram que a vacinação contra Covid-19 reduziu significativamente sua letalidade, tornando-a atualmente menos letal que a gripe sazonal na Inglaterra. Além da vacinação contra Covid-19 e influenza, manter hábitos saudáveis, como ventilação adequada de ambientes e atividade física, contribui para fortalecer o sistema imunológico. Embora suplementos vitamínicos sejam populares, não há evidências científicas robustas de sua eficácia no tratamento dessas doenças. A prevenção, por meio da vacinação e de hábitos saudáveis, continua sendo a melhor estratégia para proteger a saúde individual e coletiva.



