Compradores chineses optaram pela soja dos EUA para conseguirem um lucro melhor, já que o alimento no Brasil está caro
Soja Brasileira e a Concorrência Americana
As exportações brasileiras de soja para a China caíram significativamente em maio, atingindo 7 milhões de toneladas, uma redução de quase 2 milhões de toneladas em comparação ao mesmo período do ano anterior. Concomitantemente, os Estados Unidos aumentaram suas exportações para a China, chegando a 1,7 milhão de toneladas em maio, um número bem superior às 244 mil toneladas de maio de 2022.
Causas da Queda nas Exportações Brasileiras
A principal razão para essa queda nas exportações brasileiras é a busca por melhores lucros por parte dos compradores chineses. O clima desfavorável no Brasil elevou os preços da soja, tornando a soja americana mais competitiva. De janeiro a maio, os EUA exportaram 16 milhões de toneladas de soja para a China, enquanto no mesmo período do ano anterior foram 21 milhões de toneladas. A demanda por farelo de soja também sofre pressão devido à baixa lucratividade do setor agrícola e às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, que afetaram o comércio de ração.
Perspectivas Futuras
Apesar do cenário desafiador, há indícios de recuperação. A melhora nas margens de lucro da suinocultura nos últimos dois meses, impulsionada pelo aumento dos preços dos suínos, pode aumentar a demanda por farelo de soja nos próximos meses, levando a uma melhora nas margens de moagem. A China possui atualmente altos estoques de soja, com 9,6 milhões de toneladas recebidas em maio e previsão de quase 9 milhões de toneladas em junho.
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Em resumo, o mercado de soja enfrenta um cenário complexo, com a concorrência americana impactando as exportações brasileiras. Entretanto, fatores como a recuperação da suinocultura e os altos estoques na China podem influenciar positivamente o mercado nos próximos meses.