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Chocolate é vilão ou pode ajudar na manutenção da boa saúde?

Quem explica as propriedades energéticas do alimento e seus impactos no organismo é o médico Fernando Nobre
Chocolate é vilão ou pode ajudar
Quem explica as propriedades energéticas do alimento e seus impactos no organismo é o médico Fernando Nobre

Quem explica as propriedades energéticas do alimento e seus impactos no organismo é o médico Fernando Nobre

O cardiologista Fernando Nobre abordou hoje, em entrevista à CBN, o aumento do consumo de chocolate nesta época do ano e os impactos desse hábito na saúde cardiovascular. O especialista ressaltou que, como em qualquer alimento, é preciso avaliar qualidade e quantidade para entender riscos e benefícios.

Consumo no Brasil e comportamento sazonal

Dados do setor indicam que o consumo de chocolate no Brasil passou de 3,2 kg por pessoa em 2021 para 3,6 kg em 2022. Segundo participantes da cadeia produtiva, as vendas de ovos de Páscoa tendem a crescer ou a registrar ligeiro aumento em relação ao ano anterior. Para Nobre, esse acréscimo pontual, se ocorrer em quantidades moderadas, dificilmente provocará efeitos relevantes na saúde da população.

Composição e diferenças entre tipos

O chocolate reúne ingredientes como cacau, açúcar, gorduras, leite, vitaminas e minerais, mas as proporções variam conforme o tipo. O chocolate branco, por exemplo, contém pouco cacau e alto teor de gorduras, enquanto o amargo possui maior concentração de sólidos de cacau. É justamente o cacau que tem sido apontado como o componente com potencial efeito benéfico à saúde, dependendo de sua concentração no produto.

Efeitos cardiovasculares e recomendações

Estudos e observações clínicas sugerem que chocolates amargos com até cerca de 70% de cacau podem provocar redução transitória e modesta da pressão arterial. Ainda assim, Fernando Nobre frisa que isso não transforma o alimento em terapia e que não deve ser recomendado com esse propósito. O consumo excessivo e continuado ao longo do ano, especialmente em dietas ricas em gorduras e açúcares, pode levar ao ganho de peso e a consequências negativas para a saúde cardiovascular. Em contrapartida, ingestões ocasionais e em quantidades aceitáveis tendem a ter efeito neutro, positivo ou negativo, dependendo das características do produto e do consumidor.

Como lembra o escritor José Celso, “luz demais cega, água demais afoga; pouco veneno é remédio, muito remédio é veneno” — uma máxima que resume a mensagem do cardiologista: moderação e atenção ao contexto individual são fundamentais.

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