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Chocolate encarece quase 20% e pesa no bolso dos consumidores e doceiros

Chocolate encarece quase 20% e pesa no bolso dos consumidores e doceiros
Chocolate encarece
Chocolate encarece quase 20% e pesa no bolso dos consumidores e doceiros

Chocolate encarece quase 20% e pesa no bolso dos consumidores e doceiros

O chocolate, paixão nacional, tem apresentado um sabor amargo para o bolso dos brasileiros. Nos últimos 12 meses, o preço do doce subiu quase 20%, segundo dados da Fipe. Para quem trabalha com chocolate, o desafio é encontrar estratégias para manter os clientes satisfeitos, em meio a essa escalada de preços.

O Impacto no Consumidor

A estudante Gabriela Ferreira expressa a dificuldade em resistir à tentação do chocolate, mesmo com os preços elevados. “Está difícil, né? Está caro. Nossa, eu adoro chocolate. A gente passa aqui na frente do corredor, sempre dá aquela vontade de pegar um docinho para comer depois do almoço, do jantar, mas está difícil, está bem caro”, relata.

Apesar do aumento, o Brasil continua sendo um grande consumidor de chocolate. Em 2024, o consumo médio por pessoa atingiu 4 quilos, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Chocolate.

Causas do Aumento e Estratégias do Comércio

Os dias mais quentes e secos têm afetado a produção de cacau, elevando os custos. Sérgio Lopes, gerente de supermercado, explica: “Os nossos fornecedores acabam dizendo que a questão é a produção de cacau que desde 2024, meiado, 2024, ela já vem menor e consequentemente o preço vem aumentando. Então a gente sentiu um aumento 26 e 24, um bom aumento, né? E atrásra também de 24 para 25 também em torno de uns 10 a 12% de diferença de preço de aumento.”

O Chocolate como Ingrediente Principal

Para a confeiteira Bianca, de Araraquara, que utiliza cerca de 20 quilos de chocolate por mês, o aumento impacta diretamente nos seus produtos. “Eles tinham ali umas coisas de 2 a 3 reais de diferença, então o macarrão que estava em torno de 7, 8, ele tá a 9, a 10, dependendo do sabor, e o pão de mel mais ou menos na mesma linha, quando a gente fala de um pão de mel grande, então trabalhava ali com ele a 8 reais, hoje ele já tá beirando os 10, 12 reais por causa do preço de chocolate.”

Mesmo com o preço elevado, a paixão pelo chocolate persiste. Como diz a estudante, “Todo dia se eu pudesse eu comia chocolate. Sempre vai bem, em todas as ocasiões. Antes do amor, depois do amor, antes da janta, depois da janta. Não tem como dar errado. Não tem como. Só o preço que erra às vezes.”

O cenário atual exige adaptação, tanto por parte dos consumidores quanto dos comerciantes, para que o prazer de saborear um bom chocolate não se torne um luxo inacessível.

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