A Avenida 9 de Julho voltou a apresentar problemas após a chuva que atingiu Ribeirão Preto, com paralelepípedos arrancados pela enxurrada e trechos interditados. O cenário reacende a preocupação sobre a qualidade da revitalização recente, que pode até ser refeita, segundo avaliação da própria Secretaria de Obras.
Além dos danos estruturais, comerciantes e moradores relatam prejuízos e risco constante de acidentes. A força da água deslocou pedras em diferentes pontos da avenida, especialmente no cruzamento com a Avenida Independência, considerado o trecho mais crítico.
No local, o desnível formado pelos paralelepípedos cria uma espécie de degrau, aumentando o risco para motoristas, ciclistas e pedestres. Galhos de árvores também caíram durante o temporal e foram removidos, enquanto parte do material solto ainda permanece espalhada.
Reclamações
Moradores e comerciantes relatam problemas recorrentes na via, que é considerada patrimônio histórico da cidade. Além do risco de acidentes, há impacto direto no comércio, com queda no movimento após interdições e dificuldades de acesso. As críticas também envolvem a execução da obra e a escolha dos materiais, apontados como inadequados para suportar o volume de água das chuvas.
A revitalização da avenida começou em junho de 2023 e foi concluída em março de 2025, após atrasos e impasses. Mesmo antes da chuva mais recente, já havia registros de problemas estruturais em outros temporais, indicando falhas no projeto. A obra segue dentro do período de garantia, o que obriga a empresa responsável a realizar manutenções.
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Drenagem
Segundo a Secretaria de Obras, um dos principais entraves é a drenagem insuficiente na região. Há pontos com poucas bocas de lobo e captação de água considerada abaixo do necessário, o que contribui para o deslocamento das pedras.
Também foram citados problemas em obras complementares, como a drenagem na Rua Marcondes Salgado, que ainda não foi concluída. Entre as alternativas estudadas estão o reassentamento dos paralelepípedos com menor espaçamento ou o uso de materiais que aumentem a fixação.
Outra possibilidade discutida é a revisão completa da obra, o que pode gerar novos custos para o município. Enquanto isso, a previsão de novas chuvas mantém a apreensão de moradores e comerciantes da região.



