Localizada no final da Rua Peru, moradores da ‘Cidade Locomotiva’ ficaram desabrigados
A forte chuva que atingiu Ribeirão Preto na madrugada desta terça-feira (09) causou diversos estragos e transtornos em diferentes pontos da cidade. Equipes de reportagem acompanharam de perto o resgate de famílias e os impactos da chuva em áreas vulneráveis.
Resgate na Favela da Locomotiva
Na Favela da Locomotiva, localizada na região do Joaquim Clube, a situação era crítica. A chuva forte, que começou por volta das 3h da manhã, elevou rapidamente o nível da água, chegando a mais de um metro dentro dos barracos. Bombeiros utilizaram botes para resgatar crianças e idosos que não conseguiam sair de suas casas. Moradores relataram a perda de eletrodomésticos, roupas e móveis. A situação se agravava com a persistência da água alta e a volta de uma chuva fina, dificultando o escoamento. Os moradores, que estimam ser cerca de 300 famílias, pedem que a prefeitura abra uma manilha para escoar a água, mas a área é uma ocupação irregular e nenhuma medida foi tomada até o momento. Algumas famílias, que já haviam ocupado um galpão da FCA no mês anterior, buscaram abrigo no local.
Comunidade da Barragem do Ribeirão Preto
Outro ponto crítico foi a comunidade da Barragem do Ribeirão Preto, no Parque Ribeirão Preto. A barragem atingiu níveis alarmantes, e metade de um dos barracos já havia sido destruída em uma chuva anterior. Moradores relatam a falta de auxílio da assistência social e temem deslizamentos de terra caso a chuva volte a cair. A comunidade carece de infraestrutura básica, e a reportagem constatou a ausência de asfalto e saneamento. A Defesa Civil foi contatada para mapear a situação e prestar assistência às famílias.
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Resposta da Defesa Civil
A Defesa Civil informou que houve pontos de alagamento na Via Norte, mas que a água já havia escoado e o trânsito liberado. No entanto, o órgão alegou não ter informações sobre a situação na Favela da Locomotiva, o que causou estranheza, já que muitas famílias já estavam abrigadas em um galpão desde a última enchente. A Defesa Civil também informou que os moradores da favela aterraram o canal de escoamento, o que contribuiu para o problema.
Diante da situação, a imprensa tem feito a ponte entre os moradores e o poder público, buscando garantir que a assistência social preste o atendimento necessário às famílias afetadas. A tragédia expõe o problema habitacional e a vulnerabilidade de famílias que vivem em áreas de risco.



