Mesmo assim, a tarifa de energia não deve cair imediatamente para o consumidor, como explica o engenheiro Rafael Shayani
As chuvas de janeiro ajudaram a recuperar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas brasileiras, que estavam baixos desde a estiagem prolongada do ano passado, marcada por queimadas na região. A população questiona atrásra quando a conta de luz refletirá essa melhora.
Níveis dos Reservatórios
O Rio Grande, em Franca, por exemplo, sofreu bastante. A hidrelétrica Marechal Mascarenhas de Moraes, localizada na região, apresentava nível de 45,2%, embora melhor do que os 17% de setembro de 2022. Outras usinas também mostram recuperação: Luiz Carlos Barreto de Carvalho (Estreito, 57%) e a hidrelétrica de Jaguara (entre Rifaina e Sacramento, MG, quase 75%, ante 50% em setembro de 2022).
Impacto na Tarifa de Energia
Apesar da melhora nos reservatórios, o professor Rafael Chayani, de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília, afirma que a tarifa de energia não deve cair imediatamente. Para isso, é preciso aguardar o fim do período chuvoso (abril) para avaliar a quantidade de energia armazenada. A chuva precisa atingir as cabeceiras dos rios, nas montanhas, para gerar eletricidade. Chuvas apenas nas cidades não são suficientes. A bandeira tarifária de escassez hídrica, implementada em atrássto de 2022, elevou o custo da energia devido à necessidade de acionar termelétricas e importar energia, impactando diretamente o consumidor.
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A interligação do sistema elétrico brasileiro significa que a energia gerada em uma região beneficia todo o país. O preço da energia é definido pela quantidade total disponível e pelo risco de falta, e não apenas pelo nível de um reservatório específico. Uma maior disponibilidade de energia em todo o país, e não apenas em uma região, é crucial para reduzir a tarifa e aliviar o impacto da inflação.



