Ele subiu cerca de um metro e meio em oito dias; já o Rio Pardo, subiu apenas 20 centímetros
Chuvas recentes alteraram o cenário hídrico regional, com impactos distintos em diferentes rios.
Rio Mojí: Níveis recuperados
Na região de São Carlos, o Rio Mojí apresentou aumento significativo de 1,5 metros em seu nível, resultado de chuvas intensas que chegaram a 80 milímetros em nove dias. Apesar de alguns danos registrados em cidades da região, a elevação dos níveis d’água é vista como positiva, melhorando as condições para o período da piracema. Segundo o pesquisador Fábio Sucel, a chuva, embora atípica para o mês de atrássto, trouxe nutrientes, oxigênio e maior volume de água, impactando positivamente a reprodução dos peixes. A característica da chuva, lenta e de baixa intensidade, permitiu que a terra absorvesse a água gradualmente, criando um efeito “esponja” que garante oxigenação e melhora a qualidade da água para os organismos aquáticos.
Rio Pardo: Melhora tímida, mas necessária
Em Ribeirão Preto, as chuvas foram menos intensas. O Rio Pardo registrou aumento de apenas 20 centímetros, uma melhora em relação à seca prolongada de quase três meses. Renato Crivelente, engenheiro do DAE e secretário executivo do Comitê de Bacia do Rio Pardo, explica que, embora a chuva tenha sido leve (entre 25 e 30 milímetros nas cabeceiras), a melhora é significativa considerando a situação anterior. Apesar disso, a situação continua preocupante, e a economia de água continua sendo a principal recomendação.
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Preocupações e perspectivas futuras
A melhora nos níveis dos rios, embora positiva, não resolve a crise hídrica. A previsão de dias secos para os próximos meses exige consumo consciente de água, especialmente em cidades que dependem de rios para o abastecimento. Cidades como Franca já apresentam sinais de alerta, e a situação em Piracicaba permanece preocupante. Ribeirão Preto, por contar com o Aqúifero Guarani, tem uma situação mais favorável, mas a conscientização sobre o uso racional da água é fundamental para todos.
As chuvas recentes trouxeram alívio temporário, mas a necessidade de economia de água permanece crucial para garantir o abastecimento, principalmente em regiões que dependem de rios para o fornecimento.



