Especialista alerta sobre possibilidade de contaminação da doença por meio de enchentes e alagamentos
Janeiro é um mês chuvoso, e com ele surge a preocupação com enchentes e alagamentos. Além dos transtornos urbanos, as chuvas aumentam o risco de leptospirose.
A Leptospirose e as Enchentes
Em situações de inundações, a urina de ratos presente em esgotos e bueiros se mistura à enxurrada e à lama. O contato com essa água ou lama contaminada pode causar infecção. A bactéria Leptospira penetra no corpo pela pele, principalmente em caso de ferimentos.
Prevenção e Sintomas
Segundo Rodolfo Tellaroli Jr., médico sanitarista da Unesp, a Leptospira, eliminada na urina de ratos, camundongos e outros animais, prolifera em ambientes úmidos. As chuvas fortes levam essa contaminação para as ruas, colocando a população em risco. A doença se manifesta inicialmente com febre alta, dores de cabeça e musculares (especialmente nas panturrilhas), olhos amarelados e urina escura. Sem tratamento rápido, podem ocorrer complicações graves, como hemorragias internas e falência de órgãos.
Em 2022, foram registrados 511 casos confirmados de leptospirose em São Paulo, com 50 óbitos. Apesar da infraestrutura de saneamento, o estado lidera o número de casos no Brasil, devido à sua grande população, parte da qual ainda não tem acesso a coleta de esgoto e águas pluviais. A prevenção é crucial para evitar essa doença grave.



