Ribeirão Preto registrou chuva intensa entre a madrugada e o início da manhã, com céu nublado e temperaturas mais amenas nesta terça-feira. Segundo a Climatempo, a máxima não deve passar dos 26 °C, e o dia segue marcado por instabilidade, com risco de temporais, volumes elevados de chuva e rajadas de vento.
A condição climática é provocada pela presença de cavados meteorológicos de onda curta, associados ao escoamento de calor e umidade, o que tem favorecido as instabilidades desde o início do dia em todo o estado de São Paulo. A previsão indica que a chuva deve continuar ao menos até o fim de semana, incluindo o sábado.
Rios em alta
As chuvas acumuladas dos últimos dias já impactam os níveis dos rios da região. No rio Mogi Guaçu, a vazão na Cachoeira de Emas, em Pirassununga, chegou a 640 metros cúbicos por segundo, a maior desde abril de 2023. No mesmo período do ano passado, a vazão era de 510 m³/s.
Após um período prolongado de baixa vazão que durou até dezembro, o nível do rio voltou a subir de forma significativa. Dados apontam que, entre os dias 14 e 15 de janeiro, a vazão saltou de 60 para 640 m³/s, e voltou a subir no fim do mês, alcançando mais de 800 m³/s no início de fevereiro, patamar que não era registrado desde 2023.
Impacto ambiental
Especialistas explicam que o aumento do volume de água pode beneficiar a piracema, estimulando o deslocamento dos cardumes rio acima. No entanto, vazões muito elevadas, acima de 600 m³/s, também podem trazer prejuízos, já que a força da água dificulta a subida de espécies menores, que acabam sendo arrastadas correnteza abaixo.
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Em razão do volume elevado, a Prefeitura de Pirassununga reforçou o monitoramento e a segurança nas margens do rio, principalmente na área turística da Cachoeira de Emas. As equipes de salvamento, Guarda Municipal, Defesa Civil e Secretaria de Turismo acompanham de perto a situação para evitar acidentes.
Estoque crítico
Além dos impactos climáticos, a região enfrenta um alerta de saúde. O Hemocentro de Ribeirão Preto informou que os estoques de sangue estão em níveis críticos, com risco de suspensão de cirurgias eletivas nos hospitais atendidos pela unidade, que é responsável por cerca de 250 municípios.
A situação é mais grave para os tipos A negativo e O negativo, este último considerado doador universal e essencial em emergências. Apesar de uma leve melhora após o chamamento recente de doadores, os níveis seguem abaixo do ideal. A doação é fundamental não apenas para emergências, mas também para pacientes que dependem de transfusões frequentes, como crianças com anemias hereditárias.
O Hemocentro fica na avenida Tenente Catão Roxo, no campus da USP, e recebe doadores entre 18 e 69 anos, desde que estejam em boas condições de saúde. A orientação é para que quem possa doar procure a unidade o quanto antes.



