Coordenador da Defesa Civil fala dos alertas para a população e quais são os pontos que mais sofrem na cidade
Ribeirão Preto foi atingida por fortes chuvas nos primeiros dias de janeiro de 2024, causando diversos estragos na cidade.
Chuvas Intensas e seus Impactos
Em apenas 10 dias, foram registrados 170 milímetros de chuva, o maior volume para o período desde 2007. De acordo com o comandante da Guarda Civil Metropolitana e coordenador da Defesa Civil de Ribeirão Preto, Domingos Fortuna, esse volume de chuva não era esperado, sendo resultado de uma condição climática atípica na região, com uma zona de convergência do Atlântico Sul que trouxe grande umidade da região amazônica.
O solo encharcado provocou inúmeros pontos de alagamento em diversas regiões da cidade, como a Avenida Delmo Perdiza (zona oeste), Avenida Pascoal e Neck (zona norte), Via Norte (zona norte), Parque Luiz Roberto Jabali, e Parque Maurílio Biage. Segundo Fortuna, a situação na maioria dos locais críticos já foi normalizada, exceto na Avenida Pascoal e Neck, que permanecia intransitável no momento da entrevista. Os parques Maurílio Biage (reaberto à tarde) e Jabali (permanecendo fechado por risco de queda de árvores) e o Bosque Municipal (fechado por conta do solo encharcado) também foram afetados.
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Situação em Comunidades e Orientações à População
Fortuna destacou a situação preocupante em comunidades como a Vila União (próxima à Vila Obertina), onde casas foram inundadas, necessitando de auxílio. A Guarda Metropolitana, em conjunto com a assistência social do município e a Secretaria da Cidade Social, está prestando auxílio às famílias afetadas. Ele enfatizou a importância do descarte regular de lixo para evitar o entupimento de bueiros e alagamentos. A Defesa Civil orienta a população a não transpôr bloqueios policiais em áreas de alagamento, buscando rotas alternativas e evitando riscos à vida e ao patrimônio. A entrevista cita a tragédia recente em Araraquara, onde uma família morreu ao tentar atravessar uma área alagada, reforçando a importância da precaução.
A situação na Vila União, no momento da entrevista, apresentava melhora, com a água diminuindo e a expectativa de retorno à normalidade. A Guarda Metropolitana permanece monitorando a situação e prestando auxílio à população. Os números de contato da Guarda Metropolitana (199), Defesa Civil (153) e Corpo de Bombeiros (193) foram divulgados para emergências.



