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Chuvas acima da média atrasam colheita de cana e podem reduzir produção de açúcar e etanol

Em Ribeirão Preto, setembro registrou 100 milímetros de chuva, volume 44% superior à média histórica; excesso de umidade também eleva custos industriais
Chuvas
Foto: Luciano Tolentino/EPTV

O excesso de chuvas no Centro-Sul do Brasil atrasa a colheita de cana-de-açúcar e pode reduzir a produção de açúcar e etanol nesta safra. No Giro do Agro, Leonardo Souza explica que, em Ribeirão Preto, foram registrados 100 milímetros de chuva em setembro, volume 44% acima da média histórica para o mês. A umidade favorece o desenvolvimento dos brotos nas áreas já colhidas, mas impede a entrada de máquinas nos canaviais prontos para o corte, devido ao risco de danos à soqueira e à produtividade do próximo ciclo.

Segundo o engenheiro agrônomo Rodrigo Ortolan, o atraso pode diminuir a oferta de cana no mercado atual, pressionando os preços, mas também deixar mais matéria-prima disponível para a próxima safra. Pesquisas do setor sucroenergético apontam que mais de 35 milhões de toneladas de cana podem ficar para a colheita do próximo ciclo, volume que superaria o recorde anterior de 24 milhões de toneladas, registrado em 2015.

Além de atrasar a colheita, as chuvas reduzem o ATR, índice que mede a concentração de açúcar na cana, e aumentam a quantidade de água e impurezas que chegam à indústria. Em uma usina de Sertãozinho, o cronograma de moagem foi alterado, com a previsão de encerramento passando do fim de novembro para o início de dezembro. Antônio Eduardo Tonielo Filho, diretor da unidade, afirma que a menor concentração de açúcar reduz a produção de açúcar e etanol e eleva os custos industriais. Ouça o áudio completo da coluna Giro do Agro.

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