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Chuvas das últimas semanas não resolvem problemas da seca de 2014

Ouça a coluna 'CBN Sustentabilidade', com Carlos Alencastre
seca de 2014
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As recentes chuvas intensas e temporais têm causado estragos em diversas cidades da região. Carlos Alencastre, especialista no assunto, analisa se essa precipitação volumosa é suficiente para resolver os problemas causados pela seca prolongada do ano anterior. Com medidores espalhados pela cidade, a equipe de Alencastre busca dados concretos para avaliar a situação hídrica.

Disparidade na Distribuição das Chuvas

Os dados coletados revelam uma distribuição desigual das chuvas em diferentes áreas. Em dezembro, o centro da cidade registrou 52 milímetros de chuva, enquanto o Barro-som-José, a área mais chuvosa, alcançou 145 milímetros. Regapa teve 97 milímetros, enquanto Futebolista registrou apenas 4 milímetros. Jardim Antônio Palosso e Jardim Progresso registraram, respectivamente, 70 e aproximadamente 100 milímetros. Essa variação demonstra que a precipitação não ocorre de forma uniforme, sendo crucial verificar a intensidade e a localização das chuvas.

Níveis do Rio Pardo Abaixo do Ideal

Apesar da recuperação observada, o nível do Rio Pardo ainda não atingiu os patamares desejados. As represas localizadas em Caconde e São José do Rio Pardo, assim como em Mococa, ainda apresentam níveis aquém do esperado. O rio tem se mantido em uma média de 1,20 a 1,25 metros, abaixo das médias históricas para o mês de dezembro.

Déficit Hídrico Persistente

Até meados de dezembro, a região acumulou 1.070 milímetros de chuva, em comparação com a média histórica de 1.454 milímetros desde 1945. Para alcançar a média anual, seriam necessários quase 400 milímetros adicionais. A probabilidade de atingir 1.500 milímetros este ano é baixa, indicando que a recuperação dos recursos hídricos ainda não é completa. A expectativa é que as chuvas continuem, contribuindo para a recuperação dos lençóis freáticos, rios, lagos e águas subterrâneas. Embora a situação não seja tão crítica quanto no ano anterior, ainda não houve uma recuperação total.

A esperança é que o ano termine com um volume de chuva um pouco acima do esperado, impulsionando a recuperação dos recursos hídricos e preparando o terreno para um ano seguinte mais promissor.

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