As fortes chuvas que atingiram Ribeirão Preto no último sábado (7) causaram transtornos em bairros de todas as zonas da cidade. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura, o volume registrado foi de 74 mm em poucas horas, o que representa quase 44% da média histórica esperada para todo o mês de fevereiro, que é de 170 mm. O temporal provocou alagamentos, queda de muros e a queda de pelo menos seis árvores de grande porte, mobilizando equipes da Guarda Civil Metropolitana, Defesa Civil e agentes de trânsito.
No Morro de São Bento, equipes de poda e corte trabalharam para liberar trechos que ficaram interditados devido à queda de galhos sobre a fiação e o leito asfáltico. Outro ponto crítico registrado foi no bairro Branca Sales, onde a queda de um muro na cooperativa Mãos Dadas exigiu a intervenção da Assistência Social e da Fiscalização Geral. A prefeitura informou que o planejamento de limpeza de bueiros e galerias havia sido antecipado durante a estiagem, mas a intensidade atípica da chuva sobrecarregou o sistema de escoamento.
Manutenção
A buraqueira nas vias após as enxurradas é uma das principais reclamações dos motoristas, mas a administração municipal alerta que os reparos definitivos sofrem atrasos devido à umidade. A secretária de Infraestrutura, Juliana Ogawa, explicou que a operação tapa-buracos não pode ser executada sob chuva ou com o solo encharcado, pois o asfalto quente não atinge a aderência necessária, o que resultaria na perda do material em pouco tempo.
Até que as condições climáticas permitam o início dos trabalhos de recapeamento e remendo, a RP Mobi segue monitorando os pontos de maior risco para realizar a sinalização preventiva. A prioridade imediata das frentes de trabalho continua sendo a limpeza da lama acumulada em avenidas de grande fluxo e a retirada de troncos que ainda dificultam a passagem de pedestres e veículos em ruas secundárias.



