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Cidade da região entra em alerta por conta da baixa nos reservatórios de água

São Carlos tem operado com apenas 35% da capacidade; especialista em recursos hídricos, Mário Eduardo Mendiondo, analisa o tema
escassez de água
São Carlos tem operado com apenas 35% da capacidade; especialista em recursos hídricos, Mário Eduardo Mendiondo, analisa o tema

São Carlos tem operado com apenas 35% da capacidade; especialista em recursos hídricos, Mário Eduardo Mendiondo, analisa o tema

São Carlos e região enfrentam risco de desabastecimento de água devido à estiagem prolongada desde abril. Os reservatórios da cidade operam com apenas 35% da capacidade, situação considerada preocupante pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).

Risco de racionamento e consumo consciente

Apesar de o SAAE afirmar que não há risco de racionamento imediato, a combinação de baixos níveis de reservatórios e aumento do consumo devido ao calor extremo exige ações urgentes. A autarquia já realiza rodízios no fornecimento e utiliza caminhões-pipa para garantir o abastecimento em alguns bairros. A recomendação é pelo consumo consciente de água.

A visão de especialistas: falta de tecnologia e gestão eficiente

O professor Mário Mendiondo, do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia da USP de São Carlos, alerta para a necessidade de soluções tecnológicas para enfrentar a crise hídrica. Segundo ele, a região possui recursos hídricos, mas sofre com a alta demanda, ineficiência no sistema de distribuição (perdas de 40% a 50% da água tratada) e a falta de investimento em tecnologias de reúso e reaproveitamento da água. O especialista destaca a existência de tecnologias nacionais de ponta em tratamento e purificação de água, inclusive para o reaproveitamento de água de drenagem, que poderiam minimizar os problemas de abastecimento.

Alternativas para o futuro

A solução não se resume a uma medida única, mas sim a uma combinação de ações. O professor Mendiondo enfatiza a urgência em reduzir as perdas de água no sistema de distribuição, investir em tecnologias de reúso e reaproveitamento, e a utilização estratégica dos recursos hídricos disponíveis, reservando as fontes mais nobres para situações de emergência. A dependência quase total de aquíferos como o Guarani, que possui água de altíssima qualidade, torna a situação ainda mais preocupante, considerando as perdas significativas no sistema atual. A falta de investimento em tecnologias disponíveis no Brasil, especialmente em São Paulo, agrava a situação, exigindo uma mudança imediata na gestão dos recursos hídricos para evitar crises futuras.

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