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Cidades bem arborizadas podem diminuir a temperatura média em até 4°C

Umidade relativa do ar também melhora e impacta até na saúde respiratória da população; especialista fala do tema
Cidades bem arborizadas podem diminuir
Umidade relativa do ar também melhora e impacta até na saúde respiratória da população; especialista fala do tema

Umidade relativa do ar também melhora e impacta até na saúde respiratória da população; especialista fala do tema

O plantio de árvores em áreas urbanas requer orientação técnica para garantir o sucesso e a adequação das espécies ao ambiente. Segundo especialistas da prefeitura, Cidades bem arborizadas podem diminuir a temperatura média em até 4°C, como os técnicos do hiberompreto e do setor de orto florestal, além da doação de mudas, são oferecidas orientações sobre as espécies mais indicadas, locais apropriados e técnicas corretas de plantio. O plantio indiscriminado pode causar problemas, por isso é fundamental seguir essas recomendações.

O engenheiro e especialista em sustentabilidade Carlos Alencastre destacou a importância da arborização urbana para a melhoria da qualidade de vida nas cidades. Ele explicou que a presença de árvores pode reduzir a temperatura ambiente em três a quatro graus, contribuindo para um clima mais ameno e agradável. Além disso, o aumento da umidade relativa do ar proporcionado pelo verde urbano ajuda a diminuir problemas respiratórios na população.

Alencastre ressaltou que regiões como Barretos enfrentam baixos índices de umidade, chegando a níveis semelhantes aos de áreas desérticas, devido à sua localização distante do mar e das regiões úmidas da Amazônia e do Pantanal. Nesses locais, o plantio de árvores é ainda mais necessário para amenizar o clima seco e ajudar a preservar o meio ambiente.

Importância do manejo correto das árvores urbanas

O especialista alertou para a necessidade de respeitar as regras para o plantio de árvores em áreas urbanas, especialmente nas calçadas. Muitas árvores em Ribeirão Preto estão doentes e precisam ser substituídas, mas a remoção de árvores sadias para facilitar o acesso de veículos ou a melhoria das calçadas pode ser prejudicial. O desmatamento urbano agrava a degradação ambiental, tornando as cidades mais quentes e menos agradáveis.

Investimentos em energias renováveis no estado de São Paulo: Durante a entrevista, foram apresentados dados da Fundação Seade que indicam investimentos de R$ 13,8 bilhões em energias verdes, limpas e renováveis no estado de São Paulo entre atrássto de 2019 e atrássto de 2024. Desse total, 78% referem-se à energia produzida por biomassa, principalmente a partir do resíduo da cana-de-açúcar. A região de Franca recebeu R$ 1,7 bilhão, enquanto Ribeirão Preto recebeu R$ 1,2 bilhão, representando 11,6% do investimento total em biomassa no estado.

Os principais investimentos em Ribeirão Preto envolvem a implantação da usina de etanol 2G em Guariba pela Raisen e a cogeração elétrica na usina de Pradópolis pela São Martinho, ambos utilizando resíduos da cana-de-açúcar.

Diversificação da matriz energética e seus desafios: Carlos Alencastre destacou a importância da diversificação da matriz energética para garantir a segurança no fornecimento de energia e minimizar impactos ambientais. Historicamente, o Brasil investiu fortemente em hidrelétricas, que produzem energia limpa, mas dependem da disponibilidade de água. Em períodos de seca, como o atual, há necessidade de racionamento e acionamento de bandeiras tarifárias para equilibrar a oferta e demanda.

Além das hidrelétricas, o país tem ampliado o uso de fontes como energia eólica, solar fotovoltaica e biomassa, que contribuem para a diversificação e reduzem a dependência hídrica. A energia solar, por exemplo, é promissora devido à alta incidência solar no território brasileiro.

No entanto, cada fonte possui seus desafios. A construção de hidrelétricas envolve alagamento de grandes áreas, deslocamento de populações e impactos ambientais significativos. A expansão da cana-de-açúcar para produção de etanol e biomassa também demanda grandes extensões de terra, o que pode gerar conflitos ambientais e sociais.

Aproveitamento de resíduos e sustentabilidade: Um ponto positivo destacado por Alencastre é o aproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar para cogeração de energia, utilizando resíduos que antes eram descartados. Essa prática contribui para o desenvolvimento sustentável, reduzindo desperdícios e promovendo a geração de energia limpa.

O especialista reforçou que, apesar dos impactos ambientais inevitáveis em qualquer tipo de produção energética, é fundamental buscar um equilíbrio que minimize danos e promova o desenvolvimento econômico e social.

Panorama

O debate sobre o plantio de árvores urbanas e a diversificação da matriz energética no estado de São Paulo evidencia a complexidade das questões ambientais e energéticas. A arborização urbana traz benefícios diretos para a qualidade de vida, enquanto os investimentos em energias renováveis são essenciais para garantir a segurança energética e reduzir os impactos ambientais. No entanto, é necessário planejamento e gestão cuidadosa para equilibrar desenvolvimento e sustentabilidade.

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