CBN Ribeirão 90,5 FM
Colunistas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Cidades da região de Ribeirão Preto tem mais eleitores do que habitantes

Um desses exemplos é Santa Cruz da Esperança; Bruno Silva explica como é possível essa diferença no 'De Olho na Política'
Cidades da região de Ribeirão Preto
Um desses exemplos é Santa Cruz da Esperança; Bruno Silva explica como é possível essa diferença no 'De Olho na Política'

Um desses exemplos é Santa Cruz da Esperança; Bruno Silva explica como é possível essa diferença no ‘De Olho na Política’

Quatro municípios da região de Ribeirão Preto apresentam uma situação incomum: possuem mais eleitores registrados do que habitantes. Esse fenômeno, Cidades da região de Ribeirão Preto tem mais eleitores do que habitantes, embora possa parecer estranho, é permitido por lei e ocorre em diversas cidades brasileiras, especialmente as menores.

Casos na região: Santa Cruz da Esperança é um exemplo dessa realidade. A cidade, que conquistou sua emancipação de Cajuru há pouco mais de 30 anos, tem atualmente 2.116 habitantes, segundo dados oficiais, mas conta com 2.372 eleitores registrados, ou seja, 256 a mais do que o número de moradores. Essa discrepância é explicada pelo fato de que muitos moradores se mudaram por motivos de trabalho ou estudo, mas mantiveram o título de eleitor na cidade.

Além de Santa Cruz da Esperança, outras três cidades da região apresentam essa característica. Em Cândido Rodrigues, há 2.889 moradores e 2.917 eleitores, uma diferença de 29 pessoas. Em Restinga, o número de eleitores chega a 7.154, enquanto a população é de 6.404 habitantes. Já em Faina, são 4.049 moradores para 5.265 eleitores, uma diferença de 1.216 pessoas.

Aspectos legais e explicações: O advogado especialista em direito eleitoral Eder Frias esclarece que é possível determinar o domicílio eleitoral em uma cidade mesmo sem residir nela, desde que haja um justo motivo, como vínculos familiares, afetivos ou outros tipos de ligação com o local. Essa possibilidade legal explica a manutenção do título de eleitor em cidades diferentes da residência atual.

Para quem suspeitar de irregularidades nesse processo, é possível fazer denúncias pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em tse.jus.br.

Atualização dos dados e fenômeno nacional

Bruno, comentarista da CBN, destaca que essa situação acontece porque os dados populacionais são atualizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio do censo, enquanto os registros eleitorais são atualizados com base nas informações fornecidas pelos cartórios eleitorais dos municípios. Assim, quando uma cidade perde habitantes que se mudam para outras localidades, mas esses mantêm o título de eleitor na cidade de origem, o número de eleitores pode superar o número de moradores.

Esse fenômeno é comum em cidades menores e reflete a complexidade dos vínculos eleitorais e residenciais no Brasil. A situação pode gerar debates sobre a representatividade e a participação política local, já que o eleitor pode votar em uma cidade onde não reside fisicamente.

Sentimentos e dilemas dos eleitores: O apresentador da CBN compartilhou sua experiência pessoal, revelando um sentimento conflitante em relação ao domicílio eleitoral. Embora resida atualmente em Ribeirão Preto, ele mantém vínculos com sua cidade natal, o Rio de Janeiro, e gostaria de continuar participando das decisões políticas locais. Esse dilema é comum entre eleitores que se mudam, mas mantêm laços afetivos e familiares com suas cidades de origem.

Informações adicionais

O fenômeno de ter mais eleitores do que habitantes não é ilegal e decorre da legislação eleitoral que permite a manutenção do título em locais com vínculos legítimos, mesmo que o eleitor não resida mais na cidade. A atualização dos dados populacionais e eleitorais ocorre em momentos diferentes, o que pode ampliar essa diferença temporariamente.

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.