Dentre as 13 primeiras, segundo dados do Inpe, dez fazem parte da região de Ribeirão Preto
O número de focos de incêndio em cidades da região aumentou significativamente em 2023. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), entre janeiro e 2 de outubro, foram registradas 5.970 ocorrências, um aumento de 341% em comparação com o mesmo período de 2022 (1.352 queimadas).
Cidades mais afetadas
Morro Agudo, Ituverava, Igarapá, Guaraí, Ribeirão Preto e outras cidades da região estão entre as 13 do estado de São Paulo que mais registraram focos de incêndio. Ribeirão Preto, por exemplo, ocupa a 13ª posição no estado, com 437 focos (293,1% a mais que em 2022), enquanto Morro Agudo está na segunda posição, atrás apenas de Castilho.
Causas e consequências
A professora Maria Lucia Campos, da USP, atribui o aumento das queimadas às mudanças climáticas e à maior frequência de eventos climáticos extremos, como o tempo seco prolongado. Além dos fatores climáticos, ações criminosas, como o descarte irregular de lixo e bitucas de cigarro, e o uso do fogo no manejo de culturas (como a cana-de-açúcar) contribuem para o problema. As consequências incluem danos ambientais, prejuízos à saúde respiratória da população, riscos a motoristas e danos às áreas rurais.
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Prevenção e conscientização
A situação exige medidas de prevenção e conscientização. É necessário que haja políticas públicas para alertar a população sobre os riscos de incêndios em períodos de seca, além de educar sobre práticas seguras de manejo de terrenos e descarte de resíduos. A responsabilidade é compartilhada: o poder público tem o papel de divulgar informações e incentivar ações preventivas, enquanto cada cidadão deve adotar comportamentos responsáveis, evitando ações que possam causar incêndios. A redução da emissão de gases poluentes também é fundamental para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
O Ministério Público abriu inquérito para apurar responsabilidades pelas ocorrências. Apesar da incerteza quanto à previsão de chuvas, a esperança é que as precipitações ajudem a recuperar parte do que foi destruído. A conscientização individual e coletiva é crucial para evitar que a situação se repita no futuro.



