Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
Três anos após a devastadora tragédia que assolou Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, no Rio de Janeiro, a recuperação ainda patina. Enquanto isso, na Europa, uma história de reconstrução rápida e eficaz serve de contraste.
A Reconstrução Exemplar na Hungria
Na Hungria, a pequena cidade de Devecser enfrentou um desastre semelhante: o rompimento de uma barragem de uma fábrica de alumínio, que resultou em dez mortes e centenas de feridos. Oitenta e sete casas foram completamente destruídas. No entanto, a resposta foi notável. Em tempo recorde, a cidade foi reconstruída, adotando um modelo de autossuficiência energética e alimentar. Hoje, Devecser produz sua própria energia e alimentos, eliminando a dependência de outras cidades.
O Contraste na Região Serrana do Rio
A realidade na região serrana do Rio de Janeiro é bem diferente. Três anos após a tragédia de janeiro de 2011, a área ainda exibe um cenário de destruição. Praças permanecem isoladas e tomadas pelo mato, prédios parcialmente desabados aguardam demolição. A situação se agravou com novas chuvas e deslizamentos, revelando a falta de preparo da população e das autoridades.
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Lições Não Aprendidas
A tragédia de 2011 parece não ter servido de alerta. A cada ano, a região enfrenta problemas recorrentes com chuvas torrenciais, deslizamentos e soterramentos. Pouco foi feito para mitigar os riscos e melhorar a infraestrutura. A restauração da Igreja de Santo Antônio é um dos poucos sinais de recuperação em meio ao caos.
A disparidade entre a reconstrução rápida e eficaz na Hungria e a lenta recuperação no Rio de Janeiro levanta questões sobre planejamento, gestão de recursos e prioridades.



