Pasta orientou que transição poderia ser iniciada para locais onde casos confirmados não impactassem capacidade instalada
Transição gradual do isolamento social
De acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na segunda-feira, municípios, Distrito Federal e estados com menos de 50% da capacidade hospitalar impactada pela pandemia devem iniciar uma transição para o distanciamento social seletivo. A recomendação foi feita pelo secretário de vigilância em saúde do governo federal, com a justificativa de que algumas localidades não apresentam nenhuma indicação para manter o distanciamento social ampliado. A proposta é migrar gradualmente para um modelo seletivo, direcionando as restrições a idosos e pessoas com doenças pré-existentes, permitindo a circulação de pessoas mais jovens e sem sintomas.
Preocupações com a flexibilização
Apesar da recomendação, nem todos os municípios estão aderindo à flexibilização. Restinga, por exemplo, mesmo sem casos confirmados, manterá o isolamento social, abrindo apenas estabelecimentos com gêneros alimentícios de primeira necessidade. Patrocínio Paulista, também sem casos confirmados, seguirá as determinações estaduais sem medidas flexíveis, priorizando o combate à doença. Cidades vizinhas a Franca também demonstram cautela, mantendo o isolamento social.
Riscos da flexibilização e aumento de casos
A preocupação com a flexibilização se justifica pelos riscos de aumento de casos. Um infectologista de Franca alerta para a proporção de casos não diagnosticados e a alta transmissibilidade do vírus. A volta dos funcionários às indústrias em Franca, a partir da segunda-feira seguinte, também gera preocupação, considerando o risco de contágio devido à proximidade e à possibilidade de muitos não utilizarem máscaras. O diretor de saúde de Restinga também demonstra preocupação, considerando que 80% da população da cidade trabalha em Franca. Franca, com cinco casos confirmados, intensificará o atendimento na saúde até às 22h.
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Em resumo, enquanto alguns municípios iniciam uma transição gradual para o distanciamento social seletivo, outros, mesmo com poucos ou nenhum caso confirmado, preferem manter o isolamento social rígido, demonstrando cautela diante dos riscos de um aumento significativo de casos de COVID-19.



