Foram avaliados 131 municípios; subsecretário de educação, Patrick Tranjan, defende o retorno das atividades presenciais
Um estudo realizado em São Paulo indica que cidades que retomaram as aulas presenciais em 2020 não registraram aumento nos casos de coronavírus.
Estudo aponta segurança das escolas
Financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o estudo analisou 131 cidades paulistas entre outubro e dezembro de 2020. Os resultados mostraram ausência de crescimento nos casos e mortes por Covid-19 nesses municípios, mesmo com o retorno às aulas presenciais. Segundo o subsecretário de articulação regional, Patrick Tranjã, esse dado corrobora estudos internacionais que apontam as escolas como ambientes seguros, desde que os protocolos sanitários sejam cumpridos.
Protocolos e segurança
Tranjã destaca que a Secretaria de Educação de São Paulo adotou protocolos rígidos, ainda mais restritivos que as recomendações mínimas de saúde. A taxa de contaminação em escolas paulistas foi 33 vezes menor que a média da sociedade, demonstrando a eficácia das medidas de segurança implementadas. A possibilidade de monitoramento de professores e familiares também contribui para o controle da pandemia no ambiente escolar.
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Retorno seguro e atividade essencial
O estudo reforça a posição da Secretaria de Educação paulista, que desde setembro de 2020 defende a retomada das aulas presenciais. Em dezembro de 2020, o governo estadual permitiu a abertura das escolas mesmo em fases de maior restrição. Recentemente, a educação foi declarada atividade essencial em São Paulo. A decisão de manter ou fechar escolas deve ser baseada em dados científicos, afirma Tranjã, e o estudo demonstra a segurança do retorno às aulas presenciais, desde que os protocolos sejam rigorosamente seguidos.



