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Cientista analisa pronunciamento do Ministério da Saúde e situação da Covid-19 no interior do estado

Para o pesquisador da Fiocruz Rodrigo Stábeli números atualizados não surpreendem
Covid-19 interior
Para o pesquisador da Fiocruz Rodrigo Stábeli números atualizados não surpreendem

Para o pesquisador da Fiocruz Rodrigo Stábeli números atualizados não surpreendem

O avanço da Covid-19 para o interior do Brasil preocupa especialistas e autoridades. De acordo com o Dr. Rodrigues Tabeli, pesquisador da Fiocruz, a falta de leitos de UTI e até mesmo de oxímetros em muitas cidades agrava a situação.

Interiorização da doença e flexibilização da quarentena

O Ministério da Saúde reconhece o aumento de casos em cidades menores, mas a flexibilização da quarentena em locais como Ribeirão Preto, com aglomerações em lojas e comércio, preocupa. O Dr. Tabeli destaca que a dinâmica viral, com o Brasil registrando recordes de mortes a cada poucos dias, indica alta taxa de transmissão. A falta de distanciamento e o uso irregular de máscaras contribuem para o aumento de casos, com impactos previstos para a saúde pública em até duas semanas.

Impactos econômicos e de saúde

A situação em Ribeirão Preto ilustra um problema maior: a desigualdade no impacto econômico e na capacidade de resposta do sistema de saúde. Enquanto alguns estabelecimentos, como shoppings, registram baixa procura, outros, como lojas de rua, enfrentam aglomerações. Essa situação, combinada com o baixo índice de isolamento social na região, pode sobrecarregar os leitos de UTI já com alta ocupação. A falta de um comando centralizado no Ministério da Saúde, com a interinidade do Ministro, também contribui para a desinformação e o descrédito da população em relação à gravidade da pandemia.

Ações conjuntas e a necessidade de um pacto pela vida

A abertura do comércio sem restrições e a falta de uma estratégia nacional coordenada geram confusão e desigualdade no enfrentamento da pandemia. A comparação com outros países, como a Argentina, que apesar da polarização política, conseguiu criar um pacto para combater a doença, demonstra a necessidade de ações conjuntas entre Estado, municípios e federação. A prioridade deve ser salvar vidas, em vez de minimizar a gravidade da situação, como demonstrado por declarações recentes de autoridades.

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