Ribeirão Preto decretou epidemia nível 2 da doença após escalada de casos em janeiro; ouça a análise de Bruno Silva
A dengue se apresenta como um grave problema de saúde pública no Brasil, afetando diversos estados, com maior intensidade em Minas Gerais e interior de São Paulo. A doença, além dos impactos na saúde individual, expõe fragilidades no sistema político e na gestão pública.
A Tragédia Anunciada: Falhas na Prevenção
A epidemia atual pode ser considerada uma tragédia anunciada. O Ministério da Saúde já vinha alertando sobre os riscos, especialmente em épocas do ano mais propícias à proliferação do mosquito Aedes aegypti. Apesar dos esforços do poder público, as ações de prevenção e combate à doença se mostram ineficientes. Especialistas concordam que a principal estratégia deveria focar na eliminação dos criadouros do mosquito.
Respostas Insuficientes e o Desafio da Gestão Pública
A resposta do poder público tem se mostrado insuficiente. Apesar da vacinação recente e da experiência adquirida durante a pandemia de Covid-19, com a montagem de hospitais de campanha, a quantidade de casos de dengue continua alarmante. Em algumas regiões, o aumento chega a mais de 1000% em comparação com anos anteriores. A lentidão burocrática e a falta de agilidade na resposta a epidemias são desafios cruciais para os gestores públicos. A situação exige uma capacidade de resposta muito maior, principalmente em estados e regiões mais afetadas.
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Ações Necessárias e o Papel da População
Para conter o avanço da dengue, é fundamental intensificar as ações de combate aos criadouros do mosquito, com fiscalização mais rigorosa e aplicação de multas para quem não colabora. A conscientização da população é crucial, mas medidas mais incisivas podem ser necessárias. A vacinação, embora importante, não resolve o problema sozinha, e o descuido com a prevenção tem aumentado após o seu lançamento. O desafio maior reside na conscientização da população e na gestão eficiente dos recursos públicos para garantir uma resposta eficaz à epidemia. A experiência da pandemia de Covid-19 deve servir como aprendizado para aprimorar as estratégias de enfrentamento de crises sanitárias.