Gilberto Musto conversou com a CBN Ribeirão
A trágica morte do candidato Eduardo Campos gerou grande impacto no cenário político nacional. Para entender as possíveis mudanças e desdobramentos, a CBN Ribeirão entrevistou o cientista político Gilberto Musto, que compartilhou suas análises sobre o futuro da corrida presidencial.
O Vácuo na Terceira Via e a Polarização
Com a ausência de Campos, Musto acredita que o eleitorado da terceira via tende a se polarizar novamente entre os candidatos de PT e PSDB, repetindo o padrão de eleições anteriores. A grande questão é como Marina Silva, candidata natural da coligação, irá assumir esse espaço, considerando que sua ligação era direta com Eduardo Campos, sem muita conexão com os demais líderes do partido.
O Futuro da Coligação e a Escolha do Candidato
Apesar da forte liderança de Campos, que tomava as decisões com firmeza, a lei garante à coligação dez dias para se reunir e escolher um novo nome. Musto acredita que Marina Silva é a sucessora natural, mas ressalta a necessidade de alinhamento com os líderes do partido de Campos. Ele descarta a possibilidade de desistência da candidatura, pois a coligação tem um compromisso com os eleitores que lhes dão 10% de intenção de voto.
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O Peso de Marina Silva e o Legado de Campos
Musto pondera que o peso de Marina Silva não é o mesmo de Eduardo Campos. Ele recorda que, em eleições passadas, Marina chegou com 19 milhões de votos, mas não conseguiu somar nem um ponto percentual nas pesquisas. Além disso, pesquisas indicam que a maior parte dos votos de Campos migrariam para Aécio Neves em um eventual segundo turno. O cientista político também lamenta a perda de Campos, que se preparava para ser um grande líder político em 2018, construindo sua imagem de forma progressiva ao longo dos anos.
O cenário político permanece incerto, e os próximos dias serão cruciais para definir o futuro da coligação e o impacto da ausência de Eduardo Campos na eleição presidencial.



