Beneficência Portuguesa atingiu 300% da sua capacidade, HC-UE e Santa Casa também relatam lotação; Bruno Silva comenta
A situação da saúde pública brasileira é preocupante, marcada por uma demanda crescente por cirurgias, atendimentos e leitos hospitalares. Apesar da existência de instalações e equipamentos, faltam gestão eficiente, mão de obra qualificada e atendimentos adequados. Esse problema, longe de ser recente, agrava-se pela falta de efetivação de políticas públicas discutidas anteriormente, como a correção da tabela SUS e o aumento do número de médicos.
Desafios na Saúde Pública
A saúde pública brasileira enfrenta desafios complexos e interligados. A manutenção de leitos hospitalares e o pagamento de profissionais especializados são dispendiosos, exigindo uma gestão eficiente dos recursos disponíveis. A universalização do acesso à saúde, garantida pela Constituição de 1988, esbarra nas dificuldades de gestão, na falta de recursos e na necessidade de cooperação entre os entes federados. Cidades como Ribeirão Preto, mesmo com boa infraestrutura, sofrem com a falta de leitos e atrasos em cirurgias, demonstrando a necessidade de um pacto nacional que envolva prefeituras, estados e governo federal.
Reajustes Salariais e seus Impactos
Diversas prefeituras da região têm aprovado reajustes salariais para políticos, com percentuais significativos. Embora correções salariais sejam necessárias, os aumentos observados são considerados fora da realidade, gerando desgaste e transmitindo uma mensagem equivocada à população sobre a disponibilidade de recursos. Essa situação contrasta com a necessidade de contenção de gastos e investimento em áreas estratégicas. A memória curta do eleitor e a falta de acompanhamento político contribuem para que esses aumentos passem despercebidos.
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Desafios na Educação e na Cultura
A baixa taxa de leitura no Brasil, especialmente entre crianças, é um problema crônico que precisa ser enfrentado. Apesar de Ribeirão Preto apresentar um índice de 48% de leitores no segundo ano do ensino fundamental, superior à média estadual, esse percentual ainda é baixo. O desestímulo à leitura e os problemas educacionais, agravados pela pandemia, contribuem para essa realidade. É preciso investir em políticas públicas que promovam o hábito da leitura e melhorem a qualidade do ensino.
Em resumo, os desafios na saúde pública e na educação exigem um planejamento estratégico, com a participação de todos os níveis de governo e da sociedade civil. A busca por soluções eficazes e sustentáveis é fundamental para garantir o bem-estar da população e o desenvolvimento do país.