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Cientista político celebra o aumento da representatividade das mulheres na política

Na região, sete candidatas se tornaram prefeitas; Ribeirão Preto e Franca têm mulheres no segundo turno
Mulheres na política
Na região, sete candidatas se tornaram prefeitas; Ribeirão Preto e Franca têm mulheres no segundo turno

Na região, sete candidatas se tornaram prefeitas; Ribeirão Preto e Franca têm mulheres no segundo turno

Nesta entrevista com o cientista político e historiador Egídio Neves Neto, analisamos os resultados das eleições municipais, focando em tendências regionais e o significado dos votos.

Resultados Eleitorais e o Segundo Turno em Ribeirão Preto

Em Ribeirão Preto, o segundo turno entre Fernando Filipe Nogueira e Sueli Vilela demonstra uma tendência positiva: a chegada de uma mulher à disputa pelo cargo de prefeita. Apesar do eleitorado feminino majoritário, a resistência à participação feminina na política persiste. A análise do resultado aponta para um avanço, ainda que tímido, na participação feminina na política, refletindo uma crescente conscientização da população sobre a capacidade das mulheres.

Desafios da Participação Política Feminina

A baixa representatividade feminina na política é um problema multifacetado. Egídio destaca o preconceito histórico, a falta de visibilidade das contribuições femininas e as barreiras sociais que impedem a candidatura de mulheres, como a pressão familiar e conjugal. A lei de cotas, embora obrigue os partidos a buscarem candidatas, ainda enfrenta o problema de candidaturas de fachada (“laranjas”), demonstrando a necessidade de maior conscientização e engajamento feminino.

Abstenção e o Desinteresse pela Política

A abstenção recorde nas eleições de Ribeirão Preto (32,44%), superior à média nacional, é um sinal preocupante. Além do medo da pandemia, há um cansaço da população com a política, alimentado pela percepção de que as mudanças são lentas e os resultados insuficientes. Esse desinteresse é perigoso, pois favorece candidatos com práticas ilícitas e prejudica a fiscalização dos governantes. A participação cidadã é crucial para a melhoria da gestão pública e a escolha de representantes comprometidos com o bem comum.

A diminuição do número de eleitores jovens (16 e 17 anos) também é um reflexo dessa onda conservadora e do desalento com a política. A falta de crença na capacidade de mudança e a percepção de que a política é “suja” contribuem para a apatia política, especialmente entre os jovens. A entrevista finaliza com uma análise da busca por mudanças em cidades como Sertãozinho e Franca, onde resultados eleitorais demonstram uma vontade popular por renovação política, muitas vezes impulsionada pela figura carismática de candidatos em tempos de crise.

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