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Negociações Políticos e o Ministério da Saúde: Um Retrocesso para a Saúde Pública?

Indicação Político-Partidárias no Ministério da Saúde

Em declarações recentes, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, admitiu que a indicação do engenheiro Ricardo Barros (PP) para o Ministério da Saúde foi uma troca por apoio político no Congresso. Padilha afirmou que o PP exigiu o cargo em troca de apoio ao presidente. Essa revelação levanta questionamentos sobre a prioridade dada à saúde pública em detrimento de interesses partidários.

Plano de Saúde Popular: Implicações e Ameaças

Sob o comando de Ricardo Barros, o Ministério da Saúde pretende implantar o chamado Plano de Saúde Popular. Essa iniciativa, contudo, preocupa especialistas. A proposta transfere ao SUS procedimentos mais caros, como tratamentos de aids e hemodiálise, que deixariam de ser responsabilidade dos planos de saúde privados. Isso representa um retrocesso e ameaça a regulamentação da Agência Internacional de Saúde, sobrecarregando o sistema público e prejudicando a população.

Conflitos de Interesses e Impactos na Saúde

O histórico do ministro Ricardo Barros também levanta preocupações. Como relator do orçamento de 2016, ele propôs aumentar as verbas dos partidos políticos, sugerindo cortes de 10 bilhões de reais no Bolsa Família para financiar o aumento. A nomeação de um ministro com tais antecedentes para a pasta da Saúde, em um país com carências significativas no setor, gera indignação e questionamentos sobre a ética e a prioridade da saúde pública.

As recentes declarações e nomeações ministeriais geram grande instabilidade política. A confirmação de Moreira Franco como ministro com foro privilegiado, somada às revelações sobre negociações políticas para cargos ministeriais, demonstram um cenário de grande instabilidade no governo. Resta aguardar os desdobramentos dessas ações e torcer para que a instabilidade política não comprometa ainda mais a recuperação econômica do país.

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