Há três meses no poder, mandato interino chega a metade em relação conturbado com o Congresso Nacional
Os indicadores econômicos atuais pintam um quadro desafiador. Apesar de quase três meses na presidência, Michel Temer e sua equipe ainda não conseguiram reverter o cenário de estagnação e recessão.
Desafios do Mandato Interino
Segundo Max Maximiliano, cientista político e professor da UNESP, a natureza interina do mandato pode ser um obstáculo para a implementação das medidas propostas. A aprovação e execução dessas medidas dependem do Congresso, um ambiente conhecido por suas complexidades.
A Incógnita do Congresso Nacional
O Congresso Nacional, frequentemente palco de acordos e favores, representa um desafio adicional. A aprovação das reformas estruturais dependerá da força dos aliados do governo, cuja lealdade, segundo o especialista, parece estar condicionada a trocas de interesses. A falta de confiança na solidez da base de apoio no Congresso dificulta a previsão de uma maioria tranquila para governar.
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O Impeachment e a Credibilidade do Governo
A votação definitiva do impeachment de Dilma Rousseff é crucial para restaurar a credibilidade do mercado em relação ao governo. No entanto, mesmo após o impeachment, a relação conflituosa com o Congresso, inclusive com a base aliada, pode continuar a impedir o avanço das reformas planejadas.
Falta de Novidades Concretas
Até o momento, a nova gestão não trouxe mudanças significativas. Partidos com candidatos à presidência dificilmente apoiarão reformas impopulares, mas necessárias. A situação é complexa e, apesar da expectativa de que Temer assuma o poder de forma definitiva, ainda faltam elementos concretos para avaliar o impacto de sua gestão.
O governo interino de Michel Temer tem um prazo até 11 de novembro, mas a votação do impeachment de Dilma Rousseff deve ocorrer antes dessa data.



