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Cientistas criam tratamento que auxilia no combate ao câncer de mama

Pesquisadores desenvolveram uma proteína que quando introduzida no organismo, atingem as células que causam esse tipo de doença
câncer de mama
Pesquisadores desenvolveram uma proteína que quando introduzida no organismo, atingem as células que causam esse tipo de doença

Pesquisadores desenvolveram uma proteína que quando introduzida no organismo, atingem as células que causam esse tipo de doença

O câncer de mama é um desafio global, com cerca de 200 mil novos casos anuais apenas nos Estados Unidos e quase 58 mil no Brasil, representando 28% dos diagnósticos femininos, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. No entanto, uma startup em Ribeirão Preto desenvolve uma pesquisa promissora que pode mudar esse cenário.

Novo Anticorpo Contra o Câncer de Mama

Há oito anos, pesquisadores trabalham no desenvolvimento de um novo anticorpo para terapia e diagnóstico do câncer de mama. A diretora da pesquisa, Sandra Faça, explica que o estudo, com quatro anos de pós-doutorado nos Estados Unidos, focou na pesquisa básica e aplicada para o tratamento de diversos tipos de câncer. A experiência internacional impulsionou a criação de uma empresa brasileira referência em pesquisa oncológica.

Eficácia e Segurança do Anticorpo

O anticorpo desenvolvido demonstra eficiência na redução do crescimento de tumores implantados em testes, sem apresentar toxicidade. Sua especificidade e baixos efeitos colaterais, características comuns aos anticorpos monoclonais, são destaques. O anticorpo atua ligando-se a uma proteína específica, impedindo sua clivagem e disseminação do tumor. Embora os efeitos colaterais sejam considerados baixos, estudos adicionais são necessários.

Caminho para o Mercado e Aplicações Futuras

A pesquisa, iniciada em 2009, já registrou patente nos Estados Unidos. No entanto, o caminho até o mercado é longo, estimado entre 15 e 20 anos, considerando as etapas de pesquisa básica, validação e testes clínicos. Atualmente, os pesquisadores estimam que o medicamento possa chegar ao mercado em 5 a 8 anos, possivelmente em combinação com tratamentos existentes. Há planos de expandir a pesquisa para outros tipos de câncer, incluindo os de ovário, cervical, pulmão e pâncreas.

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