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Cientistas de Ribeirão descobrem proteína capaz de bloquear resposta inflamatória em pessoas com doenças autoimunes

Autor do estudo e professor de medicina em Ribeirão, José Carlos Alves Filho, explica como descoberta pode ajudar no tratamento
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Autor do estudo e professor de medicina em Ribeirão, José Carlos Alves Filho, explica como descoberta pode ajudar no tratamento

Autor do estudo e professor de medicina em Ribeirão, José Carlos Alves Filho, explica como descoberta pode ajudar no tratamento

Cientistas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) fizeram uma descoberta promissora no combate a doenças autoimunes: uma proteína capaz de bloquear a resposta inflamatória. A pesquisa, que contou com o apoio da FAPESP e foi publicada em revista científica internacional, abre caminho para novos tratamentos de condições como psoríase, artrite reumatoide e esclerose múltipla.

A Descoberta da Proteína Estinda

Em entrevista, o professor José Carlos Alves Filho, autor do estudo, explicou que a pesquisa se concentra em um subtipo específico de linfócito, célula de defesa do organismo, responsável pelo desencadeamento de doenças autoimunes. Os cientistas identificaram uma proteína, chamada Estinda (nome abreviado), que atua como sensor dentro dessas células. Inicialmente, acreditava-se que a ativação desse sensor intensificaria a inflamação. No entanto, a pesquisa revelou o contrário: a Estinda reduz a inflamação ao perceber a liberação de substâncias de tecidos lesionados, atuando como um mecanismo de defesa do organismo.

Doenças Autoimunes e o Sistema Imunológico

O professor Alves Filho destacou o desafio no tratamento de doenças autoimunes, onde o sistema imunológico ataca células saudáveis. Os tratamentos atuais focam na supressão do sistema imunológico, o que aumenta a suscetibilidade a infecções. A Estinda representa uma nova abordagem, permitindo modular a resposta imunológica sem suprimi-la completamente, prevenindo danos aos tecidos saudáveis, enquanto mantém a capacidade de combater infecções.

Próximos Passos e Aplicações Futuras

A pesquisa, iniciada em laboratório com células animais e humanas, busca atrásra identificar compostos que possam ativar a proteína Estinda. Com o apoio da FAPESP e parcerias em desenvolvimento com a indústria farmacêutica brasileira, por meio do programa Embrapii, a expectativa é de que a descoberta leve ao desenvolvimento de novos tratamentos para doenças como psoríase, artrite reumatoide e esclerose múltipla, melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes que sofrem com essas condições.

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